Mercedes e Red Bull discutem “imprevisível” F1 com regras de 2026: “Vai ser bem diferente”

Simone Resta e Paul Monaghan, diretor-técnico adjunto da Mercedes e engenheiro-chefe da Red Bull, respectivamente, analisaram quais serão os principais desafios que pilotos e equipes vão enfrentar com o novo regulamento de 2026

Diretor-técnico adjunto da Mercedes e engenheiro-chefe da Red Bull, respectivamente, Simone Resta e Paul Monaghan se juntaram a Nikolas Tombazis, diretor de monopostos da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), para discutir como serão as corridas de Fórmula 1 a partir de 2026. Durante uma coletiva de imprensa em Las Vegas, os dirigentes falaram como o novo regulamento tem deixado tudo bastante “imprevisível” para as equipes.

Além de modificações robustas no âmbito das unidades de potência, com a parte elétrica passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% atuais — e combustível 100% sustentável, os carros também passarão por uma verdadeira revolução com as próximas normativas, incluindo a substituição do DRS por um assistente de ultrapassagem, o retorno da aerodinâmica ativa e o fim do efeito-solo.

Presente na Cidade do Pecado, palco da 22ª etapa da temporada 2025, Tombazis explicou como a redução do impacto do ar sujo gerado pelos bólidos promete tornar as disputas de pista “melhor do que jamais foram” no próximo ano, já que os pilotos terão menos dificuldades para acompanhar o rival à frente e tentar uma manobra de ultrapassagem.

Resta também esteve na conversa com os repórteres e deu o parecer sobre o que esperar da F1 em 2026. “Vai ser bastante diferente, especialmente nas corridas, mais do que na classificação. Estamos todos acostumados a um certo formato com o DRS ajudando nas ultrapassagens, usado em áreas definidas e com certas diferenças entre os carros, etc.”, começou o diretor da Mercedes.

Engenheiro da Red Bull, Paul Monaghan falou das mudanças na F1 para 2026 (Foto: Red Bull Content Pool)

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“Na prática, no ano que vem, cada piloto estará acionando asas móveis dianteira e traseira ao mesmo tempo, em muitos pontos da volta, e usará a energia para ajudar nas ultrapassagens. Então imagino que será diferente e potencialmente bem mais imprevisível na forma como os pilotos vão usar a energia para ultrapassar”, concluiu o italiano, que contava com Monaghan bem ao lado, que teceu alguns comentários sobre a diferença de desempenho entre as equipes logo nos primeiros meses do novo regulamento.

“Enquanto ainda estivermos na frente, não é tão diferente assim, é? Então tudo bem”, brincou. “Realmente não sei, porque é uma mudança muito grande em relação ao que fizemos antes. E como Simone acabou de dizer, algumas equipes vão começar acertando tudo de primeira, enquanto outras talvez sofram um pouco mais. Isso pode gerar talvez um espalhamento maior do pelotão do que temos hoje”, apontou.

“A operação completa do carro é bem diferente. Tiramos carga aerodinâmica das asas nas retas, a energia se esgota muito rápido, então como recuperar? Se um piloto — não vou dizer que comete um erro — faz um uso diferente da energia e é um pouco ineficiente ao longo da volta, uma ultrapassagem acaba sendo bem prática ou viável, seja lá como você queira descrever”, sublinhou.

Carro da F1 2026 terá aerodinâmica ativa e fim do DRS a partir de 2026 (Foto: Reprodução/FIA)

“Então acho que a variação no uso do carro e no desempenho pode ser maior do que temos hoje. E, por isso, as corridas serão diferentes no sentido de que talvez não fiquemos tão agrupados quanto atualmente, mas veremos”, ponderou. “E ainda tem a incerteza de carros completamente novos, eletrônica nova, e se todos vão chegar ao fim? Não sei. Vamos descobrir. Espero que sim. E, sim, é imprevisível, eu diria, no momento”, concluiu.

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SessãoBRA*CBVPOR
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Classificação01:0003:0005:0006:00
Corrida01:0003:0005:0006:00

*Horário de Brasília

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