KTM se aproxima de investidores, mas avisa: “Nunca abriremos mão do controle da equipe”
Diretor-executivo da KTM, Gottfried Neumeister acredita que pode conseguir um investidor para a equipe na MotoGP antes do Natal. Dirigente abriu as portas para parceiro que possa cobrir 30% dos custos operacionais
Diretor-executivo da KTM, Gottfried Neumeister acredita que pode chegar a um acordo com um novo investidor para a equipe na MotoGP “antes do Natal”. O dirigente apontou um “alto nível de interesse”, mas sublinhou que a casa de Mattighofen não vai “abrir mão do controle da equipe”.
A fábrica austríaca não teve vida fácil em 2025 por conta da crise financeira que abateu a KTM. Com o apoio da indiana Bajaj, a marca laranja conseguiu evitar a falência, mas os problemas ainda não foram completamente superados.
Até aqui, o futuro no Mundial de Motovelocidade segue incerto, mas os sinais são de que a KTM pretende continuar. Assim como as demais construtoras, a casa de Mattighofen negocia com a Dorna, a promotora do campeonato, um novo acordo de participação ― o atual chega ao fim em 2026 ― e foi a primeira marca a divulgar o acionamento do motor de 850cc, que vai passar a ser utilizado em 2027.
Em meio à crise, a KTM abriu as portas para investimento externo na equipe, e a chegada do Liberty Media, que comprou uma fatia majoritária nas ações da Dorna, ajudou a aumentar o interesse no campeonato.

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“Não é segredo que existe um enorme interesse de investidores em se envolver no projeto da MotoGP”, disse Neumeister em entrevista à publicação alemã Speedweek. “Um parceiro que possa cobrir, por exemplo, 30% dos custos operacionais é muito bem-vindo”, seguiu.
Mesmo de olho em alguém que possa financiar parte da operação, a KTM deixa claro que não pretende abrir mão do controle do time e busca a química certa com o novo parceiro.
“Mas também quero deixar perfeitamente claro: nunca abriremos mão do controle da equipe”, avisou. “O processo foi prolongado devido ao alto nível de interesse. Estamos recebendo novos pedidos quase que diariamente. No entanto, estamos deliberadamente o tempo necessário e queremos garantir o melhor acordo possível”, acrescentou.
“É importante ressaltar que não se trata apenas de um investidor fornecendo capital. Dinheiro em si não é o bastante. A química também precisa acontecer”, pregou. “Estamos falando de construir uma parceria sólida e de confiança mutua. Já tive várias conversas particulares com potenciais investidores. Espero chegarmos a um acordo antes do Natal. O principal é entender o interesse e poder começar com um apoio sólido para 2026”, completou.
Para 2026, a KTM mantém a estrutura atual: com Brad Binder e Pedro Acosta no time de fábrica e Enea Bastianini e Maverick Viñales na satélite Tech3. A novidade, porém, é que a escuderia francesa deixou de ser propriedade de Hervé Poncharal e foi comprada por € 20 milhões (cerca de R$ 124,4 milhões) por um consórcio liderado por Guenther Steiner, ex-chefe da Haas na Fórmula 1.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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