Zarco cita “desequilíbrio” com pilotos de fábrica e assume: “Sofri naquela situação”

Johann Zarco admitiu que teve dificuldades com o status de satélite ao longo da temporada 2025, já que, na falta de peças, era ele que não recebia as atualizações da Honda

Johann Zarco assumiu que “sofreu” com o status de piloto satélite na temporada 2025 da MotoGP. O francês apontou um desequilíbrio nas obrigações dos titulares da Honda oficial e explicou que, justamente por isso, ele era o preterido quando faltavam peças das atualizações da RC213V.

Desde que chegou à Honda, Johann se provou um ativo valioso. Em 2024, o #5 foi o melhor representante da montadora, algo que conseguiu manter apesar de não ter tido o mesmo nível de competitividade nas duas metades do campeonato.

Ainda assim, Zarco foi o único a vencer com a Honda neste ano, garantindo um triunfo espetacular no GP da França, sob chuva, e, depois, um segundo lugar em um GP da Grã-Bretanha de pista seca.

A performance garantiu a renovação do contrato de Zarco com a HRC até o fim de 2027, mas para seguir correndo com a LCR. O vínculo, aliás, não foi costurado por Alberto Puig, chefe da equipe oficial, mas diretamente pela fábrica.

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Johann Zarco admitiu que sofreu com status de piloto satélite em 2025 (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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Na segunda metade do ano, porém, Johann não manteve o mesmo nível de performance, com Luca Marini e, especialmente, Joan Mir passando a se destacar. O crescimento dos oficiais foi resultado direto das atualizações trazidas pela Honda.

Durante o ano, contudo, Zarco não recebeu as atualizações no mesmo cronograma de Mir e Marini e chegou a até mesmo a ter uma moto diferente da outra na garagem.

“Dada a posição deles, eles [os pilotos de fábrica] têm uma responsabilidade diferente, pois eles têm de fazer testes, tudo mais, e nós vimos durante o ano que, quando estávamos um pouco limitados com peças, eu era o único que tinha de esperar”, disse Zarco. “Eu tinha esse desequilíbrio, com uma moto que tinha [as atualizações] e outra que não tinha, e acho que sofri durante algumas corridas naquela situação”, seguiu.

“Estou bem com isso e acho que ainda tenho muito trabalho a fazer”, comentou. “Acreditamos que podemos progredir com a equipe, então é uma maneira positiva de olhar para isso. Para o próximo ano, a moto progrediu muito”, reconheceu.

A Honda fechou o ano na penúltima colocação no Mundial de Construtores, mas conseguiu pontos o bastante para avançar no ranking das concessões e, assim, se juntar a Aprilia e KTM no grupo C. Com a mudança, a montadora japonesa perde o direito, entre outras coisas, de desenvolver motores ao longo do ano e de testar com os pilotos titulares de forma privada.

“Meu programa será o mesmo, pois eu não tive nenhum teste extra”, indicou. “Acho que tive dois pneus [de teste] no ano todo. Então, para mim, não muda nada”, encerrou.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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