Chefe da Mercedes celebra fim do efeito solo e expõe desgaste: “Não queria estar aqui hoje”
Toto Wolff parabenizou McLaren pelos Mundiais de Pilotos e Construtores, mas não escondeu frustração pelo fraco desempenho da Mercedes em Abu Dhabi e desabafou sobre era do efeito solo
Toto Wolff parabenizou a McLaren pelo título conquistado por Lando Norris, mas admitiu que deixa Abu Dhabi com um sentimento amargo após a Mercedes terminar a temporada com uma atuação fraca — George Russell foi quinto, e Andrea Kimi Antonelli apenas 15º. Segundo o chefe da equipe alemã, o desempenho ruim neste domingo (7) somente reforça o alívio coletivo pelo fim da era do efeito solo, ciclo no qual o time de Brackley jamais conseguiu reencontrar o caminho para lutar por títulos.
Wolff abriu a entrevista reconhecendo o mérito da rival, que encerrou uma fila de 17 anos na luta pelo Mundial de Pilotos e completou um ciclo de ascensão iniciado ainda em 2023. O austríaco, no entanto, não escondeu a frustração com o próprio resultado.
“Parabéns à McLaren, Lando, Zak e a toda a equipe. Eles merecem. Fizeram um trabalho excepcional nos últimos dois anos. Estou feliz por eles. E claro, ter um motor Mercedes lá também é legal. Terminamos em segundo no Mundial, e isso é respeitável. Mas encerrar com uma corrida medíocre fica pesando. A sensação geral hoje é essa”, terminou.
A corrida irregular em Abu Dhabi, segundo Wolff, expôs — de novo — as limitações crônicas do W16. O chefe destacou que o carro continuou imprevisível mesmo após boas atuações recentes. Ele fez um balanço duro dos quatro anos da Mercedes sob o regulamento atual, período marcado por tentativas frustradas de correção de rumo e deixou evidente o desgaste acumulado ao longo do ciclo técnico.

“Esses carros ainda não estão claros para nós. Viemos de fins de semana ótimos, mas hoje simplesmente não tínhamos como fazer o carro funcionar. A frente sofreu muito. Por isso estamos felizes que a era do efeito solo acabou. Estamos prontos para algo novo. Hoje foi a primeira vez que senti que não queria ir a um autódromo”, desabafou.
Com a mudança radical do regulamento para 2026, rivais apontam a Mercedes como favorita natural. Wolff, porém, evitou qualquer previsão otimista.
“É muito difícil prever. Estabelecemos metas internas e estamos no caminho para cumpri-las. Mas se elas eram ambiciosas o bastante, se eram as prioridades certas, só vamos saber quando o carro estiver na pista. Faltam oito semanas”, concluiu.
A Fórmula 1 volta no dia 9 de dezembro com os testes coletivos da pós-temporada, em Abu Dhabi.
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