Retrospectiva 2025: Aldeguer ‘passa de ano’ em estreia na MotoGP e Chantra decepciona

Fermín Aldeguer conquistou o título simbólico de novato do ano na MotoGP com primeira vitória conquistada na Indonésia. Em contrapartida, outros estreantes do grid sofreram com lesões em 2025, como Ai Ogura. Somkiat Chantra também se machucou, mas já foi transferido para o Superbike após ano ruim pela LCR Honda

FERMÍN ALDEGUER FOI QUEM TEVE O MELHOR DESEMPENHO ENTRE OS ESTREANTES DA MOTOGP EM 2025. O espanhol chegou com pompa ao grid MotoGP depois de ter sido contrato pela Ducati com um contrato de dois anos ― que pode ser renovado por mais dois ―, apesar de ter tido um discreto 2024, com quinto lugar conquistado na Moto2. Com a Gresini, porém, mostrou consistência com a boa GP24, por vezes fazendo frente ao companheiro de equipe e vice-campeão da temporada, Álex Márquez.

Já na sexta corrida do ano, Aldeguer ficou no top-3 em todo o fim de semana esquisito em Le Mans ― que culminou com a vitória de Johann Zarco ―, com dois terceiros lugares. Mais à frente, celebrou a ótima atuação no GP da Áustria com um grande segundo posto na corrida principal, atrás apenas do campeão Marc Márquez. Mas o melhor ainda estava por vir: o espanhol vai guardar para sempre na memória a etapa da Indonésia.

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Em Mandalika, Aldeguer usou a força da GP24 para aproveitar o vacilo de Marco Bezzecchi na largada, ganhar o duelo pessoal com Pedro Acosta ainda nas primeiras voltas da prova e vencer com muita autoridade. De quebra, tornou-se o segundo piloto mais jovem a triunfar pela MotoGP e, aos 20 anos e 183 dias de idade, superou a lenda Freddie Spencer no ranking de precocidade.

“Tentei não correr muitos riscos para não cometer um erro muito cedo. Quando vi a chance, assumi a liderança. Foi uma corrida incrível, não esperava ter um ritmo tão bom. Mais uma vez, não me senti como um novato e fiz um ótimo trabalho”, celebrou Aldeguer após a corrida.

No campeonato de pilotos, o #54 terminou na oitava colocação com 214 pontos no ano de estreia.

Ai Ogura sofreu com lesões na MotoGP em 2025 (Foto: Michelin)

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Outro novato na temporada, Ai Ogura chegou à classe rainha com o título de campeão da Moto2 no cartel e não fez lá uma temporada tão desastrosa. Correndo pela satélite Trackhouse, o japonês teve um quinto lugar na etapa de abertura na Tailândia como melhor resultado no ano, além de uma desclassificação na Argentina e quatro abandonos. Porém, o maior problema foram as lesões, que o impediram de participar das etapas da Grã-Bretanha, Aragão, Japão e Indonésia.

Primeiro, Ogura sofreu uma fratura na perna direita e fez uma cirurgia na tíbia após um forte acidente durante o TL1 na pista inglesa. A queda aconteceu na curva 2, onde escorregou até a caixa de brita e ficou com muitas dores e mancando bastante. Acabou voltando às pistas em Mugello, porém, voltou a cair novamente, desta vez em San Marino, depois de perder o equilíbrio da moto quando fazia a curva 12 do circuito. Foram múltiplas lesões na mão direita e no pé esquerdo, retornando só em Phillip Island. No campeonato, fechou no 16º lugar, com 89 pontos conquistados.

Quem quer esquecer o ano de 2025 é Somkiat Chantra. O tailandês ganhou uma vaga na LCR Honda graças ao passaporte ― já que o patrocinador da equipe, a Idemitsu, exigia um competidor asiático ― e fez feio. O melhor resultado foi um 13º lugar na etapa em Mandalika, mas ele somou apenas sete pontos no campeonato. De quebra, também sofreu com a parte física ao longo do ano e ficou de fora de diversas etapas. Uma cirurgia no braço direito antes da corrida na França foi o primeiro entrave, mas foi seguido por uma operação de ligamento colateral lateral do joelho direito que também o deixou no estaleiro por algumas corridas.

Chantra vai disputar o Mundial de Superbike após passagem sem sucesso na MotoGP (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

O resultado de um ano repleto de machucados? A Honda o transferiu para a equipe no Mundial de Superbike para a temporada 2026 e abriu o caminho para a chegada do campeão da Moto2 em 2025, o brasileiro Diogo Moreira. Educadamente, o chefe do time satélite japonês, Lucio Cechinello, manteve as portas abertas para uma volta do tailandês no futuro.  

“É um pouco cedo para ter um piloto asiático em potencial nas alturas, por isso que optamos por transferi-lo ao WSBK. Somkiat definitivamente tem esse potencial, mas podemos ver que ele precisa de um pouco mais de tempo para aprender a categoria e a moto”, disse.

O grid da MotoGP para 2026 terá, além do brasileiro, Toprak Razgatlioglu, tricampeão do WSBK, que garantiu a vaga na Pramac Yamaha.

MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.

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