FIM pede adequações e adia conclusão das obras no circuito de Goiânia para MotoGP
O GRANDE PRÊMIO apurou que, após vistorias feitas pela comissão médica e por representantes de FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e Dorna, a conclusão dos trabalhos no Autódromo Internacional Ayrton Senna teve de ser adiada, já que ainda são necessárias algumas adequações
A finalização das obras no Autódromo Internacional Ayrton Senna não ocorreu conforme o previsto. Inicialmente, a expectativa do governo de Goiás era entregar o circuito de Goiânia no início de dezembro, mas isso não foi possível por conta de pedidos de adequações feitos após vistorias de uma comissão médica e também de representantes da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e da Dorna, a promotora do Mundial de Motovelocidade.
Desde o mês passado, o circuito goiano recebeu vistorias de uma comissão médica, da entidade máxima do esporte e, mais recentemente, de inspetores da Dorna. Tudo isso faz parte do processo de homologação da pista, que ainda está em curso.
Durante essas visitas, foram solicitadas algumas alterações. Ao GRANDE PRÊMIO, a Secretaria de Estado de Esportes e Lazer confirmou que a comissão médica, por exemplo, solicitou a adição de um item, com a incorporação de uma cobertura no ponto de entrada da ambulância no centro médico, uma medida para garantir mais privacidade.
Os inspetores da FIM, por outro lado, pediram outras modificações, a maioria delas na área do paddock. Foi solicitado aos empreiteiros o alargamento das portas dos boxes em 1,5 metro. Essa obra, que é a de execução mais complicada, já começou.

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Além disso, os fiscais solicitaram que o espaço atrás da parte edificada tivesse mais profundidade. O novo projeto já foi aprovado e também está em fase de execução.
As obras no circuito de Goiânia foram iniciadas ainda em janeiro, começando pela área dos boxes, com a modernização das 22 garagens já existentes. A torre de controle foi totalmente demolida e reconstruída e a área de camarotes também passou por reforma.
Mais importante, porém, foi o trabalho feito na pista, especialmente para aumentar a segurança. Além do recapeamento completo, as áreas de escape foram aumentadas e as barreiras de pneus substituídas.
Faltando 96 dias para o GP do Brasil, o asfalto já está pronto e em fase de cura. A FIM não apontou nenhum problema nessa área e nem tampouco nas áreas de escape. O GP apurou que a entidade pediu uma alteração na maneira como as zebras estavam sendo montadas, um trabalho que já começou a ser feito.
Por conta do atraso consequente destas adequações, a entrega das obras não tem uma nova previsão. A SEEL prefere não trabalhar com datas, afim de evitar frustrar expectativas, mas garante que as modificações solicitadas “não comprometem o planejamento com a Dorna e a FIM”. A pasta considera que mais de 85% do trabalho já está concluído.
A última etapa da homologação da pista é um evento teste, que vai reunir toda a equipe de comissários, resgate, médicos e todos os envolvidos na realização do GP do Brasil, entre os dias 28 de fevereiro e 1 de março. Trata-se de uma corrida de moto, que não será aberta ao público e nem tampouco fará parte do calendário oficial de competições. Esta atividade é organizada pela Brasil Motorsport, a promotora do GP.
A MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.
Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna recebeu etapas entre 1987 e 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, por onde correu durante uma década.
O governo de Goiás está investindo R$ 55 milhões na modernização do circuito para poder receber o Mundial de Motovelocidade. Um estudo do Instituto Mauro Borges de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos apontou para uma movimentação financeira superior a R$ 898 milhões com a realização da etapa.
O GP do Brasil está marcado para o dia 22 de março, a segunda etapa da temporada 2025 da MotoGP. A estreia do campeonato acontece entre 27 de fevereiro e 1 de março, na Tailândia.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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