Retrospectiva 2025: Álex Márquez entrega melhor atuação da vida por vice da MotoGP
Álex Márquez foi uma das grandes surpresas da temporada 2025 da MotoGP. Correndo com a Gresini, o espanhol entregou a melhor performance da carreira e assegurou o vice-campeonato do Mundial de Pilotos
NUNCA SE VIU UM ÁLEX MÁRQUEZ COMO O DE 2025. Aos 29 anos, o espanhol entregou a melhor performance da carreira e, se não deu para bater o irmão, que dominou a MotoGP com mão de ferro para voltar a ser o Marc Márquez de outrora, foi o suficiente para afastar a concorrência e assegurar uma inédita dobradinha fraternal na elite do Mundial de Motovelocidade.
Ao longo da carreira, Álex sempre teve de conviver com a sombra de ser o ‘irmão de’. Mesmo bicampeão mundial, com títulos na Moto3 ― em 2014 ― e na Moto2 ― em 2019 ―, o #73 sempre foi colocado à sombra, como se o lugar dele no campeonato fosse apenas um favor ao irmão mais velho.
Os títulos nas classes menores já tinham mostrado que a história não era essa, mas tem sempre aquele que é mais teimoso, que insiste um pouco mais. É fato que Álex não é tão talentoso quanto o irmão. Mas, entre os 22 pilotos do grid atual, quantos podem encarar o #93 de igual para igual?
A história, contudo, mostra que Álex é um trabalhador. Ele demora mesmo para alcançar o auge. Precisou de cinco temporadas para vencer na Moto2. Mas é justo dizer que esse Álex, o de 2025, surpreendeu muita gente. Não era ele que esperavam ver pressionando o multicampeão.

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Bem encaixado na Gresini, uma equipe que nas mãos de Nadia Padovani se converteu em uma espécie de abrigo seguro para todo mundo precisa de um colo ou um carinho, Álex encontrou o melhor de si. Ano passado, ele resistiu à pressão de ter de dividir os holofotes com o irmão. Desta vez, a garagem era dele. Ele era o piloto experiente. Ele era o veterano.
E Álex correspondeu. Em 2025, o #73 entregou uma pole, uma vitória e outros 13 pódios na sprint, além de três vitórias e outros 12 segundos lugares em GPs. Assim, o caçula da família de Cervera somou 467 pontos no ano, 78 a menos do que o irmão Marc, que venceu a MotoGP pela sétima vez na carreira.
Até aqui, a maior pontuação de Álex tinha sido registrada em 2023, quando o espanhol somou 177 pontos ― uma média de 8,85 pontos por etapa. Neste ano, ele quase triplicou essa pontuação, levando a média de pontos para 21,22 por etapa.
O desempenho foi tão bom que garantiu a Álex não apenas o vice-campeonato, mas também aquilo que a Ducati classificou como um “prêmio técnico”: o #73 terá uma moto do ano em 2026, a GP26. Será a mesma moto que estará nas mãos de Marc Márquez, Francesco Bagnaia e Fabio Di Giannantonio.
A promoção chega por mérito. E ninguém pode contestar que Álex mereceu. A Ducati não está dando equipamento melhor para o caçula da família porque Marc pediu. A casa de Borgo Panigale está dando uma GP26 para Álex, pois o desempenho dele marcou a diferença em 2025.
Álex conquistou na pista o direito de ter o mesmo equipamento do time de fábrica. Um direito que, aliás, a Gresini já tinha conquistado até antes. A equipe italiana merecia a moto do ano pelo que fez com Enea Bastianini, com Di Giannantonio e, mais ainda, pelo que fez com Marc Márquez. Assim, a Ducati corrige um erro com a estrutura de Nadia Padovani e premia o caçula dos Márquez pelo que ele merece ser premiado.
Álex estará em um novo patamar em 2026. Um que ele conquistou e no qual agora terá de se manter.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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