Chefe da Audi admite “desvantagem significativa” para Fórmula 1 2026

Chefe da Audi, Jonathan Wheatley manteve os pés no chão e admitiu que o time parte de uma desvantagem bastante significativa em relação às rivais na Fórmula 1

Aos poucos a transição da Sauber para Audi vai sendo concluída. A montadora alemã estreia na Fórmula 1 na temporada 2026, assumindo 100% das operações da equipe suíça. Jonathan Wheatley, chefe do time, conteve as expectativas para o próximo ano e admitiu que a escuderia tem uma desvantagem significativa em relação às rivais.

Os resultados de 2025 da Sauber surpreenderam não somente o público, mas os próprios funcionários. Wheatley já admitiu que não esperava somar 70 pontos no campeonato, além do pódio de Nico Hülkenberg no GP da Inglaterra. No ano anterior, o time somou apenas 4 tentos e ficou na lanterna do Mundial de Construtores.

O novo regulamento da F1 para 2026 atraiu o interesse da Audi, que decidiu então estruturar um projeto na categoria. Além de mudanças robustas na aerodinâmica dos carros, incluindo o fim do efeito-solo e a substituição do DRS pelo Manual Override Mode (Modo de Ultrapassagem Manual, em tradução livre), por exemplo, os motores do próximo ano terão a parte elétrica ampliada, passando a representar até 50% da força total — frente aos 20% dos antigos — e combustível 100% sustentável.

E o investimento da marca alemã não está limitada ao motor ou o carro, mas também na modernização da estrutura da equipe. Por muito tempo, a Sauber competiu como um time pequeno no grid da F1, com um orçamento bastante limitado, o que consequentemente acabou atrasando a Audi. Wheatley explicou que esta medida era muito necessária.

Jonathan Wheatley admitiu desvantagem da Audi em relação às rivais na F1 (Foto: Sauber)

“Muito pouco foi investido aqui nos últimos 15 anos. Não quero criticar os donos da equipe que a mantiveram ativa, mas partimos de uma desvantagem significativa”, afirmou o chefe da Audi à revista alemã Auto Motor und Sport.

“Por muito tempo, o objetivo era simplesmente largar com os dois carros e terminar as corridas. No futuro, temos objetivos diferentes”, ressaltou.

A mão de obra na equipe também foi bastante ampliada. De 300 funcionários, a Sauber cresceu em poucos anos para quase 700. Em determinado momento, o espaço na fábrica não era mais suficiente e muitos funcionários tiveram de se mudar para um prédio externo. Após a reforma, alguns agora podem retornar.

“É bom ter um escritório que não pareça ter sido construído na década de 1970”, sorri Wheatley. Paralelamente, também foi criada uma filial em Bicester, no Reino Unido, mas só deve entrar em operação e dar frutos em 2026.

Audi estreará na Fórmula 1 em 2026 (Foto: Audi)

Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades da temporada 2026.

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