Andretti e Porsche expõem problemas e admitem fim de parceria na era Gen4
Roger Griffiths e Florian Modlinger, chefes da Andretti e Porsche, respectivamente, admitiram desgaste na relação que começou em 2022/23 e não deve se estender além desta temporada
Roger Griffiths confirmou que a Andretti não deve seguir utilizando trens de força da Porsche ao fim da atual geração da Fórmula E, colocando ponto final em uma parceria que começou com sucesso esportivo, mas foi marcada por tensões. O chefe do time americano citou questões contratuais para se esquivar sobre a nova fornecedora, mas disse que a renovação do vínculo atual é “improvável” — posição referendada por, Florian Modlinger, chefe do programa da fabricante alemã.
A relação entre Andretti e Porsche começou em 2022 e rapidamente rendeu frutos na pista, com Jake Dennis conquistando o Mundial de Pilotos logo no primeiro ano de parceria — que também foi o inicial da Gen3. No entanto, apesar do sucesso naquela temporada, divergências e tensões na pista acabaram minando a parceria ao longo do tempo.
A confirmação de que os caminhos devem se separar veio pelas palavras de Griffiths, que deixou claro que a continuidade com a Porsche é altamente improvável, embora ainda exista uma limitação contratual para qualquer anúncio oficial imediato.
“Acredito que não haverá nenhum anúncio antes do fim da temporada 12, por conta das obrigações contratuais que temos com o nosso fabricante atual. A única coisa que posso dizer é que é altamente improvável que continuemos com a Porsche, então isso é o que dá para tirar dessa situação”, disse Griffiths ao The Race.

O dirigente explicou que a Andretti já está em conversas avançadas com possíveis parceiros para a próxima geração da Fórmula E, que começa em 2027 com o regulamento Gen4. Embora Nissan e Jaguar tenham sido apontadas como opções ao longo dos últimos meses, Griffiths evitou confirmar qualquer nome.
“Estamos em uma posição muito boa com quem estamos conversando, então estamos bastante satisfeitos, mas um anúncio oficial provavelmente só vai acontecer em agosto”, completou.
Pelo lado da Porsche, Modlinger preferiu destacar os pontos positivos da colaboração, como as vitórias conquistadas, o título de Dennis e a oportunidade de desenvolver pilotos no projeto cliente — como Nico Müller, que chegou ao time alemão nesta temporada após passagem pela Andretti.
“Olhando em retrospecto, tivemos um começo muito bom juntos, especialmente na primeira temporada, que é sempre difícil. A Andretti esteve diretamente envolvida no trabalho de performance, e temos orgulho de termos conquistado naquele primeiro ano o Mundial de Pilotos com Jake no 99X Electric”, avaliou Modlinger.

O dirigente, no entanto, apontou que alguns episódios internas acabaram extrapolando o limite do aceitável para uma parceria técnica entre equipes que utilizam o mesmo equipamento. Apesar disso, evitou entrar em detalhes e preferiu não expôr nenhum ocorrido.
“Tivemos momentos em que vimos coisas na pista das quais não gostamos. Quando você utiliza o mesmo trem de força e há contatos fortes em corrida, deveria existir respeito mútuo e disputas limpas, com ultrapassagens normais. Mas isso não acabou acontecendo”, finalizou.
A Fórmula E está em uma pausa e volta a acelerar no eP da Cidade do México, entre os dias 9 e 10 de janeiro. Emissora oficial no Brasil, o GRANDE PRÊMIO transmite todas as atividades de pista AO VIVO e COM IMAGENS no YouTube e na GPTV.
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