Ex-dirigente vê Moreira pronto para MotoGP, mas diz: “Vai depender da melhora da Honda”
Campeão na MotoGP com Casey Stoner e Marc Márquez, Livio Suppo considerou que Diogo Moreira está pronto para subir para a classe rainha do Mundial de Motovelocidade, mas avaliou que é sempre difícil que um piloto esteja preparado para a categoria seguinte
Consultor da Italtrans, Livio Suppo acredita que Diogo Moreira está pronto para dar o salto para a MotoGP. Campeão da classe rainha do Mundial de Motovelocidade com Casey Stoner e Marc Márquez, o ex-chefe de Ducati, Honda e Suzuki alertou, no entanto, que a performance do brasileiro será condicionada pela evolução da marca da asa dourada ao longo da temporada 2026.
Campeão da Moto2 em 2025, Moreira vai saltar para a MotoGP com a LCR. O brasileiro assinou um contrato de três anos com a HRC, a divisão esportiva da Honda.
Em entrevista ao site italiano GPOne, Suppo apontou que Moreira está pronto para avançar, mas ressaltou que a história está cheia de exemplos de pilotos que pareciam preparados, mas tiveram dificuldades com a transição de categoria.
“Na minha opinião, sim. O problema é que é quase impossível dizer se um piloto está pronto para mudar de categoria”, comentou Suppo. “A história está cheia de exemplos: [Izán] Guevara venceu o campeonato na Moto3 dominando e sofreu na Moto2. A minha sensação é que, quanto menos anos você fica na Moto3, melhor, pois é uma moto que exige um estilo muito particular e aí fica difícil se acostumar com motos maiores. Deste ponto de vista, Diogo ficou só dois anos na Moto3. Na Moto2, ele sofreu no início, mas melhorou muito”, lembrou.

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“Um exemplo recente é Raúl Fernández: ele foi incrível na estreia dele na Moto2, mas sofreu na MotoGP. Agora está começando a ir bem, depois de quatro anos”, apontou.
Suppo destacou também que o sucesso na MotoGP está muito condicionado à moto utilizada. O italiano citou o exemplo de Pedro Acosta e indicou que o sucesso de Diogo vai depender do progresso da RC213V.
A Honda vem de anos de dificuldades, mas teve um 2025 de muito progresso e perdeu concessões por causa da melhora de desempenho. Agora nivelada com KTM e Aprilia nas benesses regulamentares, a gigante japonesa não poderá, por exemplo, desenvolver motores ao longo do ano e terá limitações para testar com os pilotos titulares.
“Agora a transição para a MotoGP está muito condicionada pela moto que você tem. Acosta, nas classes menores, fez coisas que nem mesmo Valentino [Rossi] e [Marc] Márquez puderam fazer, venceu o Mundial na estreia na Moto3, mas ainda não venceu uma corrida na MotoGP”, falou Suppo. “Vai depender muito do quanto a Honda seguirá melhorando, mas, na minha opinião, Diogo terá de usar 2026 para se aclimatar a um campeonato diferente, considerando que tem um contrato multianual e que vai ocorrer uma grande mudança de regulamento em 2027”, completou.
Em 2027, a MotoGP verá a chegada dos motores 850cc, que substituirão os atuais 1000cc. Além disso, a Pirelli vai substituir a Michelin como fornecedora única de pneus, a aerodinâmica será mais limitada e os rebaixadores de suspensão barrados.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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