Evans assume dificuldades na Jaguar e diz que “não se sente ele mesmo” no carro
Mitch Evans explicou que janela de funcionamento do carro da Jaguar é muito estreita e admitiu que sofre para encontrar equilíbrio ideal
Mitch Evans reconheceu que atravessa um momento difícil na Fórmula E e revelou que, atualmente, não se sente confortável ao volante da Jaguar. O neozelandês, vice-campeão do Mundial de Pilotos em duas oportunidades, admitiu que tem sofrido para encontrar o equilíbrio ideal do carro e que isso afeta diretamente o rendimento nas corridas.
Na décima temporada com a Jaguar, Evans é o único remanescente do projeto original. O time passou por mudanças profundas no último ano, como a saída de James Barclay, antigo chefe da operação, além de alterações importantes na estrutura técnica. Para 2026, a equipe conta com Ian James como chefe e António Félix da Costa como novo companheiro de equipe do neozelandês.
Após um ciclo entre 2021 e 2024 marcado por disputas de título frustradas, Evans viveu um 2025 especialmente complicado. Apesar de vitórias em São Paulo e Berlim, acumulou uma sequência longa de resultados nulos e terminou a temporada longe da briga pelo campeonato.
Segundo ele, o principal problema está na dificuldade de explorar o potencial do carro consistentemente. Para Evans, a janela ideal de funcionamento do I-TYPE 7 é muito estreita, tornando o desempenho instável ao longo dos finais de semana.

“Não falaria de confiança, mas a janela de funcionamento do carro é pequena demais para acertar o tempo todo. Quando chego às corridas, sofro com equilíbrio e sigo com pensamentos que já tive várias vezes na temporada passada. Não me sinto eu mesmo no carro, porque não tenho equilíbrio. O carro tem potencial, mas parece muito difícil extrair o máximo em todos os momentos”, afirmou Evans.
O início da temporada 2025/26 não ajudou a mudar esse cenário. No eP de São Paulo, prova tradicionalmente favorável a Evans — que havia vencido duas vezes e subido ao pódio em todas as edições anteriores —, o piloto enfrentou dificuldades desde o início e abandonou após toque com Sébastien Buemi na parte final da corrida.
“Especialmente em São Paulo, que sempre foi um bom circuito para nós, foi frustrante. O ritmo não é bom, a gestão de corrida também não foi ideal. Tentando recuperar posições no fim, perdi o carro e acabou ali”, explicou o neozelandês.
Com contrato válido até o fim da temporada, Evans vive ano decisivo na relação com a Jaguar. Sem acordo para o próximo campeonato, o piloto ficou de fora dos primeiros testes com o carro da Gen4. Caso as dificuldades persistam, o futuro do neozelandês na equipe britânica pode entrar em discussão nos próximos meses.
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