LCR explica por que bom início virou dor de cabeça para Zarco na MotoGP 2025

Lucio Cecchinello, chefe da LCR, analisou temporada de Johann Zarco na MotoGP e disse que "resultados extremos" se tornaram fator negativo ao longo da temporada

O chefe da LCR, Lucio Cecchinello, acredita que os resultados “extremos” obtidos por Johann Zarco no início da temporada 2025 da MotoGP acabaram se tornando um fator negativo ao longo do campeonato. Segundo o dirigente, o francês passou a assumir riscos excessivos na tentativa de repetir desempenhos que, no entendimento dele, foram influenciados por condições atípicas.

Zarco chegou ao projeto da Honda pela LCR em 2024 e rapidamente se consolidou como o principal nome da marca, conquistando os melhores resultados da carreira no campeonato. O bom momento se estendeu para o início de 2025, com o francês terminando em quinto lugar no GP da Argentina, quarto no GP do Catar e conquistando uma vitória histórica no chuvoso GP da França, em Le Mans.

Na sequência, o piloto ainda subiu ao pódio no GP da Grã-Bretanha, em Silverstone. A partir dali, Zarco sofreu quedas nas etapas seguintes e passou a sofrer com a moto em meio à demora para a chegada de atualizações da Honda

Para Cecchinello, a combinação entre expectativas elevadas e fatores externos acabou impactando o foco do piloto na segunda metade do ano. “Começamos a temporada muito bem. Quinto lugar na Argentina, quarto no Catar, vencemos em Le Mans e fomos segundos em Silverstone. A primeira parte do campeonato foi realmente muito boa, acima das nossas expectativas. Em certo momento, estávamos em quinto no campeonato e aproveitamos bastante isso”, elogiou o dirigente ao portal Crash, durante os testes de pós-temporada em Valência.

Lucio Cecchinello (Foto: AFP)

“Mas a realidade é que, na segunda metade da temporada, começamos a ter dificuldades. Acho que há várias explicações. Basicamente, por causa dos resultados muito bons em Le Mans e Silverstone, que foram extremos e influenciados pelas condições climáticas. Em Silverstone, por exemplo, tivemos um dia muito frio, e nem todos os pilotos conseguiam se sentir bem com o pneu dianteiro.”

A busca por repetir esses desempenhos levou Zarco, segundo Cecchinello, a cometer mais erros. “Quando você sobe ao pódio, passa a se esforçar muito para alcançar outros grandes resultados, e, eventualmente, Johann começou a ter quedas demais. Essas quedas não nos ajudaram.”

“A Honda produziu peças de desenvolvimento muito boas, mas tivemos de esperar algumas semanas para recebê-las. Isso criou um pouco de frustração, e ele não estava 100% focado apenas em pilotar a moto”, justificou o chefe da LCR.

Johann Zarco (Foto: Gold & Goose/Red Bull Content Pool)

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