Ford minimiza truque em motor da Red Bull na F1 2026: “Sucesso depende de muita coisa”
Diretor global da Ford, Mark Rushbrook voltou a destacar a participação da marca estadunidense na fabricação das unidades de potência da Red Bull e deixou claro que "ter vantagem em uma área nao significa ter vantagem em tudo"
Diretor global da Ford, Mark Rushbrook decidiu conter as expectativas acerca de uma possível vantagem da Red Bull na temporada 2026 da Fórmula 1. Ao ser questionado sobre os indícios de um truque da fornecedora norte-americana em relação à taxa de compressão das unidades de potência do novo regulamento, o dirigente minimizou a questão e deixou claro que muitos fatores precisam estar trabalhando em harmonia para que qualquer equipe tenha sucesso nessa nova fase.
Há algumas semanas, o site alemão Motorsport-Magazin informou que duas fabricantes de motores — rumores apontam para a marca austríaca e a Mercedes — descobriram uma brecha no regulamento que poderia resultar em uma vantagem considerável de desempenho. Desta forma, o jornal italiano Corriere dello Sport da última sexta-feira (9) informou que a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) marcou uma reunião para o final de janeiro após Ferrari, Honda e Audi pressionarem a instituição para que investigasse o caso.
Vale lembrar que, para as novas unidades de potência, as regras estabelecem que a taxa de compressão em cada cilindro não pode ultrapassar 16:1, uma redução considerável em relação ao teto de 18:1 vigente no regulamento anterior. Sabendo-se que o aumento dessa taxa pode trazer ganhos relevantes de desempenho, especula-se que certos projetos estejam explorando o limite máximo permitido, ainda que formalmente dentro das normas.
Em entrevista ao jornal espanhol Marca, Rushbrook primeiramente reforçou que a intenção inicial da Ford era realmente se envolver apenas com a parte elétrica da unidade de potência, mas que uma mudança no planejamento dos carros de rua fez com que a marca estadunidense tivesse o desejo de entender mais sobre o motor a combustão, o que ampliou a área de atuação.

“Quando chegamos, dissemos que a Ford queria focar na parte elétrica. E foi aí que colocamos o nosso principal foco. Mas, além disso, conseguimos contribuir com a nossa experiência em controle e calibração para combinar o motor a combustão com a eletrificação”, começou.
“Podemos fabricar componentes em nossas instalações, inclusive alguns para o motor a combustão. A gestão fica em Milton Keynes, mas colocamos à disposição todos os recursos com os quais podemos contribuir”, continuou Rushbrook. Na sequência, foi então perguntado sobre o possível truque na unidade de potência e como isso poderia ajudar a Red Bull a sair na frente das rivais.
“Vamos ver. Há muitas peças necessárias para o sucesso: um grande carro, um grande motor que funcione bem tanto do ponto de vista térmico quanto elétrico, confiabilidade, calibração. Ter vantagem em uma área não significa ter vantagem em tudo. Existem muitas oportunidades, e é preciso fazer com que todo o conjunto do motor funcione em harmonia”, concluiu.
A Fórmula 1 está de férias. Os carros voltam a acelerar de 26 a 30 de janeiro em testes privados em Barcelona. Depois, seguem para o Bahrein para mais duas sessões da pré-temporada: de 11 a 13 de fevereiro e de 18 a 20 de fevereiro. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades de 2026.
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