Governo de Goiás diz que FIM já prepara etapa da MotoGP e vê pista em “fase acabamento”
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Rudson Guerra, secretário da pasta de Esporte e Lazer de Goiás, afirmou que o Autódromo Internacional Ayrton Senna já foi aprovado pelos vistoriadores da FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e está apenas em fase de acabamento
Faltando menos de dois meses para o GP do Brasil de MotoGP, o governo de Goiás aponta que o Autódromo Internacional Ayrton Senna está em “fase de acabamento”. Apesar do atraso na conclusão dos trabalhos, Rudson Guerra, secretário de Esportes e Lazer de Goiás, revelou em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO que integrantes de FIM (Federação Internacional de Motociclismo) e Dorna, promotora do Mundial de Motovelocidade, já estão se instalando em Goiânia para preparar a realização da corrida.
Originalmente, a previsão era entregar o autódromo pronto em dezembro, mas uma vistoria realizada em novembro acabou adiando a conclusão das obras, já que os vistoriadores solicitaram adequações ligadas especialmente à segurança do circuito.
“Nós tivemos uma visita da FIM com alguns membros da equipe da Dorna, e pediram que a gente pudesse ajustar alguns pontos, acrescentar algumas demandas deles de segurança de pista, e também na parte da torre de controle, alguns ajustes”, apontou Guerra ao GP. “Nós cumprimos com essa parte também, já estamos em ponto de aguardar o evento, estamos chegando nesse momento, mas como foi uma solicitação da FIM e da Dorna, a gente achou por bem cumprir essa fase, e já poder entregar o autódromo pronto para esse evento”, seguiu.
“Eles pediram alguns acréscimos de pontos de segurança, alguns ajustes nas zebras, e nós fizemos, já cumprimos. Eles tiveram há pouco uma nova visita conosco, e aprovaram tudo aquilo que eles solicitaram, que já foram realizados”, frisou.

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As modificações solicitadas, porém, não resultaram em um aumento no custo da obra, que está orçada em R$ 55 milhões.
“A gente ficou mesmo dentro da previsão do valor da obra. O que nós fizemos foram ajustes em instalações, alteramos a forma da instalação do equipamento. Não houve acréscimo”, disse o secretário ao GRANDE PRÊMIO. “O que houve foi o ajuste. Com as zebras, por exemplo, nós tivemos que fazer uma inversão no sentido para poder atender essas demandas deles”, explicou.
Questionado sobre o que ainda está pendente nas obras do autódromo, o secretário respondeu: “Estamos na parte de encerrar, de acabamento. Hoje, eu já andei na pista, eu ando todos os dias nessa pista, acompanhando. É uma preocupação do governador Ronaldo Caiado, ele tem uma preocupação para que a gente fique atento a tudo para que não ocorra atraso”.
“Hoje [dia 23 de janeiro] estão sendo colocadas as últimas caixas de seixo rolado, que a gente conhece como caixa de brita. Eles estão ajustando ali, já colocando isso. Também concluindo a instalação dos pneus na rede de proteção, para depois a gente possa vir com o air fence”, relatou. “Então é aquela fase de acabamento que a gente tem que ter um carinho, uma atenção especial, para que ele fique pronto e a gente possa realmente poder receber bem as pessoas”, acrescentou.
O secretário da SEEL apontou que não existe mais nenhuma vistoria presencial da FIM previamente agendada, mas deixou as portas abertas para receber integrantes de FIM e Dorna e revelou que eles já estão até mesmo migrando para Goiânia para preparar a realização da corrida agendada para 22 de março.
“Para essa parte de infraestrutura, já foram concluídas as visitas. Mas o que o governo do estado de Goiás deixa em aberto sempre é a possibilidade de qualquer outra visita para acompanhar”, garantiu. “Mas, segundo os vistoriadores, eles já aprovaram o autódromo, já estão, inclusive, se mudando para cá para preparar essa parte da etapa de realização”, contou.
“E nós sempre nos colocamos à disposição da Dorna, da FIM, para recebê-los a qualquer momento”, concluiu.
A modernização do circuito contempla a reconstrução e ampliação do paddock; modernização de arquibancadas, sala de imprensa e camarotes; construção de uma nova torre de controle e centro médico; reforma do setor de administração, bloco de apoio e depósito de materiais, resíduos e óleo. Além disso, os 3.825 metros da pista foram completamente reconstruídos e recapeados, com troca das barreiras de pneus, guard-rails e zebras.
A MotoGP correu pela última vez no Brasil em 2004, no hoje extinto Autódromo de Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Desde então, a Dorna já havia assinado outros dois protocolos de intenção — um para Deodoro e outro para Brasília —, mas nenhum deles avançou.
Esta, porém, não será a primeira vez que Goiânia vai receber uma etapa do Mundial de Motovelocidade. O Autódromo Internacional Ayrton Senna foi palco de etapas entre 1987 e 1989. Depois, a categoria chegou a passar por Interlagos, em 1992, antes de rumar para o Rio de Janeiro, onde correu durante uma década.
A MotoGP está de férias e só volta a acelerar nos dias 29, 30 e 31 de janeiro de 2026, com o shakedown direto de Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa, assim como das outras classes do Mundial de Motovelocidade.
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