Quem é quem na equipe de Moreira para estreia na MotoGP 2026?

Às vésperas do início dos testes oficiais da MotoGP, o GRANDE PRÊMIO traz um perfil da equipe técnica que vai trabalhar com Diogo Moreira na temporada 2026

Diogo Moreira vai estrear na MotoGP na temporada 2026. Primeiro brasileiro a conquistar um título no Mundial de Motovelocidade, o campeão de 2025 da Moto2 fechou um contrato de três anos com a Honda e vai competir com a satélite LCR.

Às vésperas do início da primeira sessão de testes ― que acontece entre os dias 3 e 5 de fevereiro, em Sepang, na Malásia ―, o GRANDE PRÊMIO traz um perfil da equipe com quem Moreira vai trabalhar em 2026.

O comando da LCR é de Lucio Cecchinello, que é dono da equipe. Ex-piloto, o italiano competiu nas 125cc, mas começou a carreira trabalhando como mecânico em competições nacionais e internacionais. O início como competidor se deu em 1989, primeiro na Itália e, em 1993, no Mundial.

Em 1996, Lucio criou a própria equipe para correr nas 125cc usando equipamento Honda. Cecchinello se aposentou como piloto em 2003 e, três anos depois, estreou na MotoGP como dono de equipe, na época correndo com Casey Stoner.

Diogo Moreira terá Klaus Nöhles no comando da equipe técnica (Foto: LCR)

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Christophe Bourguignon assina a direção-técnica da LCR. O francês começou a trabalhar no esporte de forma permanente em 1993, primeiro como técnico de suspensão, atuando com Kevin Schwantz. Em 2000, passou a trabalhar como técnico da Öhlins e, mais tarde, liderou os mecânicos de Garry McCoy, na Yamaha.

Em 2003, ‘Beefy’, como foi apelidado por Schwantz, passou a trabalhar na WCM, equipe de Peter Clifford, que hoje comanda a Rookies Cup, antes de se transferir para a Kawasaki no ano seguinte para atuar com Alex Hofmann e, depois, com Randy De Puniet. Em 2008, quando o piloto francês migrou para a LCR, Bourguignon o acompanhou.

No time de Cecchinello, trabalhou com pilotos como Cal Crutchlow, Álex Márquez e, mais recentemente, Takaaki Nakagami, antes de assumir o posto de diretor-técnico.

A coordenação da equipe é função de Dakota Mamola. Ex-piloto, o belga chegou a disputar uma prova na Moto2, substituindo Nico Terol no GP da Grã-Bretanha de 2014, mas é mais conhecido por ser filho de Randy Mamola, vencedor de 13 GPs na classe rainha.

O engenheiro-chefe de Moreira será Klaus Nöhles. O alemão de 49 anos é também um ex-piloto, correu no Mundial entre 1997 e 2004, disputando 52 corridas distribuídas entre 125cc e 250cc. Ao encerrar a carreira competitiva, passou a atuar como engenheiro de pneus da Bridgestone, depois, comandou a equipe de desenvolvimento da Honda, junto com Stefan Bradl. No retorno permanente ao paddock, trabalhou com Nakagami na LCR e comandava a equipe de Somkiat Chantra no ano passado.

A equipe-técnica de Moreira terá, ainda, Patricia Pacheco como engenheira de dados. A espanhola tem passagem pela SIC58, onde atuou no Mundial de Moto3 como telemetrista e no Mundial Júnior como engenheira-chefe. Desde 2024, está na LCR, tendo integrado as equipes de Nakagami e Chantra.

Daniel Bonmatí, que será engenheiro de combustível de Diogo, já acumula uma larga quilometragem no Mundial, com passagens pelas equipes FTR de Moto3 e Moto2, CIP, AGR e Estrella Galicia 0,0 na Moto3 como engenheiro de dados. Em 2021, atuou como engenheiro-chefe na SRT na classe menor, antes de subir para a classe rainha para mais uma vez trabalhar com dados. O espanhol resistiu à transição de SRT para RNF e, depois, para Trackhouse, mas agora chega à LCR para trabalhar com Diogo.

Entre os mecânicos, Federico Vicino é um veterano que já trabalhou na Gresini ― com Álvaro Bautista ― antes de chegar na LCR. Filippo Brunetti tem mais de duas décadas no paddock, e já trabalhou com nomes como Casey Stoner ― com quem foi campeão em 2013 ―, Nicky Hayden, Jack Miller e Andrea Dovizioso. Marc Canellas é mais um com larga experiência no paddock, tendo atuado em equipes como Pons e Marc VDS na Moto2. Johnathan Romero completa o quarteto de mecânicos.

Diogo vai contar, ainda, com Akmari Johari, um mecânico malaio que atua como técnico da HRC. Ano passado, ele já trabalhava na LCR com Chantra.

A LCR tem, também, Serge Andrey, que vai trabalhar como engenheiro de videometria para Moreira e Zarco. O belga é pioneiro no uso da técnica, que começou ainda em 2011, na Ducati.

Conheça a equipe de Diogo Moreira na LCR Honda em 2026:

Chefe da equipe: Lucio Cecchinello
Diretor-técnico: Christophe Bourguignon
Coordenador da equipe: Dakota Mamola
Engenheiro-chefe: Klaus Nöhles
Engenheira de dados: Patricia Pacheco
Engenheiro de combustível: Daniel Bonmatí
Mecânicos: Federico Vicino, Filippo Brunetti, Marc Canellas e Johnathan Romero
Técnico da HCR: Akmari Johari
Engenheiro de videometria: Serge Andrey

MotoGP faz nesta semana o primeiro teste oficial da pré-temporada, em Sepang, na Malásia. O GRANDE PRÊMIO do evento, assim como das outras categorias do Mundial de Motovelocidade.

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