5 coisas que aprendemos no eP de Miami da Fórmula E 2025/26
A Fórmula E finalizou a terceira etapa da temporada no eP de Miami, com vitória de Mitch Evans e acidente de Felipe Drugovich. O GRANDE PRÊMIO elencou cinco lições deixadas pela rodada americana
Mitch Evans enfim tirou a barriga da miséria com a Jaguar e venceu o eP de Miami da Fórmula E, terceira etapa da temporada 2025/26, no último fim de semana. Zerado até então no campeonato, o neozelandês deu as caras e arrebatou um triunfo de suma importância para tentar engrenar de vez. A companhia no pódio, por outro lado, veio inteiramente da Porsche — que botou Nico Müller em segundo, Pascal Wehrlein em terceiro e mostrou novamente que nunca pode ser considerada carta fora do baralho.
E há, claro, Felipe Drugovich. No melhor fim de semana do brasileiro na Fórmula E até aqui, um desempenho assombroso na classificação rendeu a volta mais rápida da etapa americana e o segundo lugar no grid de largada. O êxtase com a boa corrida que vinha fazendo, porém, parou na batida em António Félix da Costa. Ainda houve a primeira grande atuação de Joel Eriksson, a péssima aparição da Stellantis e vários outros tópicos que serão comentados até Jedá.
O GRANDE PRÊMIO, então, elaborou cinco lições deixadas pelo eP de Miami da Fórmula E. Confira!

Evans não é o maior vencedor da história à toa
Desde o início da temporada, Evans admite que não tem se adaptado da melhor forma ao carro da Jaguar. O fato é que, confortável, Mitch é um dos nomes mais rápidos do grid e, não à toa, tornou-se o maior vencedor da história da Fórmula E em Miami, com 15 triunfos. Largando em nono, o neozelandês ativou o primeiro Modo Ataque de forma perfeita e se colocou diretamente na briga pela vitória, que foi consumada de vez na segunda ativação. Primeira grande atuação da temporada — e de um piloto que reúne todas as qualidades para brigar pelo título de novo.
Porsche, com ‘P’ de protagonista
Um tanto apagada durante os treinos livres, a Porsche ganhou vida na classificação — ao menos, pelo lado de Müller. No primeiro grande fim de semana do suíço pela equipe alemã, veio a sonhada pole inaugural na Fórmula E e um segundo lugar que poderia ter sido a vitória, não fosse a bela execução estratégica de Evans com a Jaguar. Pascal Wehrlein sofreu bem mais e largou apenas em 11º, mas ganhou muitas posições a 300 kW e encostou de vez no pelotão da frente com o Modo Ataque. Grande protagonista da era Gen3, a Porsche mostrou novamente que sempre precisa ser considerada na briga.
Drugovich errou, sim. Mas sai de cabeça erguida
A batida de Drugovich em Da Costa foi um dos principais pontos da corrida, claro, e botou fim a uma grande atuação do brasileiro. E o erro precisa ser sentido, sim, até para que não se repita no futuro — mas não resume a corrida do brasileiro. Afinal de contas, Felipe teve grande atuação, mostrou ritmo fortíssimo na classificação e viu a pole escapar por um mero detalhe. Na corrida, assumiu a liderança e executou a estratégia corretamente para ficar na briga pela vitória até o fim, mas um erro colocou tudo a perder. Não deixa de ser, no fim das contas, um desempenho animador — já que a Andretti o contratou justamente para brigar entre os primeiros.
Eriksson deixa primeira grande impressão
Sumido desde que começou a trajetória como titular da Envision na Fórmula E, na atual temporada, Eriksson apareceu pela primeira vez com destaque em Miami. Após boa classificação, o sueco largou em sexto e brigou pela liderança nas primeiras voltas, até ser obrigado a tirar o pé por ter gastado energia demais. A partir daí, o piloto teve a habilidade necessária para ceder algumas posições e se colocar novamente em vantagem sobre os oponentes em termos de energia, o suficiente para conquistar o quarto lugar. Considerando os ritmos de Evans, Müller e Wehrlein, Joel alcançou o máximo que poderia. Belo rendimento.
Temporada 2025/26 será a mais equilibrada da história
A história já era prevista antes mesmo de o campeonato começar, mas as primeiras corridas da Fórmula E na temporada comprovam: será o certame mais equilibrado da história. Com três vencedores de três montadoras diferentes nas três primeiras corridas, a bagunça já vai se formando nos Mundiais de Pilotos, Equipes e Construtores. A Citroën despencou, em péssima etapa da Stellantis, assim como a Nissan; Jaguar, Envision e Lola Yamaha cresceram, enquanto outras — Mahindra, Porsche, Cupra Kiro, Andretti — se mantiveram no bolo. A cada etapa, o vencedor pode sair de um lugar diferente, em uma categoria que não tem um postulante claro ao título até o momento. Será puro entretenimento até o fim.
▶️ Inscreva-se no canal do GRANDE PRÊMIO no YouTube: GP
🏁 O GRANDE PRÊMIO agora está no Comunidades WhatsApp. Clique aqui para participar e receber as notícias da Formula E direto no seu celular!
Acesse as versões em espanhol e português-PT do GRANDE PRÊMIO, além dos parceiros Nosso Palestra e Teleguiado.
📩 NEWSLETTER GP
Assine e receba notícias exclusivas e bastidores das pistas diretamente no seu e-mail!