GUIA 2026: mercado de pilotos aquece antes mesmo dos motores e agita MotoGP

Com contratos entrando no último ano, equipes e pilotos antecipam decisões de olho no novo regulamento técnico de 2027 na classe rainha do Mundial de Motovelocidade

OS PILOTOS MAL ACELERARAM PARA A TEMPORADA 2026, E A MOTOGP JÁ VIVE UM CENÁRIO AQUECIDO NOS BASTIDORES, com movimentações intensas para definir os rumos do grid a partir de 2027. Com vários contratos chegando ao fim no encerramento deste ano, negociações por renovações e possíveis trocas já estão em andamento.

Começando pela Aprilia, o vínculo entre a casa de Noale e Marco Bezzecchi foi, literalmente, consagrado. Após uma excelente temporada em 2025, o italiano “casou-se” com a Albarosa — nome dado pelo piloto de Rimini à RS-GP — em um acordo válido por mais dois anos.

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Já a situação de Jorge Martín é diferente: embora a relação hoje seja respeitosa, o ciclo em Noale parece caminhar para o fim. Mesmo afirmando que “só quer pensar na Aprilia” em 2026, o campeão mundial de 2024 com a Pramac surge como o principal alvo da Yamaha para o próximo ano.

Falando na casa de Iwata, a situação também é incerta com Fabio Quartararo. O francês já deixou claro que precisa de uma moto competitiva em 2026 ou vai embora e, ao que tudo indica, a YZR-M1 com motor V4 ainda precisa evoluir consideravelmente para desafiar as rivais do grid.

Fabio Quartararo pode pintar na Honda em 2027 (Foto: Yamaha)

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‘El Diablo’, inclusive, confirmou que está conversando com a Honda e pode pintar na marca da asa dourada no próximo ano, sobretudo pelo salto técnico demonstrado pelo time comandado por Alberto Puig desde a segunda metade da temporada passada.

Apesar de contar com Joan Mir e Luca Marini, os dois têm contratos até o fim de 2026 e a marca, segundo Puig, ainda não definiu o programa para o próximo ano.

Na Ducati, a situação também é complexa envolvendo o futuro de Francesco Bagnaia. De acordo com o jornal espanhol AS, Pedro Acosta foi o escolhido para substituir o italiano na equipe de Borgo Panigale, concretizando um sonho que tem esquentado recentemente.

Pedro Acosta é principal alvo da Ducati para 2027 (Foto: Rob Gray/ Polarity Photo)

Acosta, segundo a publicação, dividiria garagem na equipe principal da montadora italiana com Marc Márquez, que já deixou claro a intenção de renovar o contrato para os próximos anos. A promessa é de um anúncio antes da primeira corrida do ano, aliás.

Caso isso seja confirmado, Bagnaia estará livre no mercado e já chama a atenção de equipes como Yamaha, Aprilia e até VR46. O bicampeão da MotoGP, vale lembrar, é formado pela Academia de Pilotos de Valentino Rossi, mas já descartou correr por uma equipe satélite. Por outro lado, há um interesse da casa de Noale em formar uma dupla italiana, ao lado de Bezzecchi, um dos melhores amigos de Pecco.

Na KTM, caso Acosta realmente deixe o projeto, a ideia é contar com o vice-campeão mundial em 2025 Álex Márquez no time de fábrica, segundo o site GPOne. O vínculo do piloto com a Gresini termina ao fim de 2026, assim como o de Fermín Aldeguer, que tem acordo com a Ducati até dezembro, mas com opção de renovação por mais duas temporadas.

A casa de Mattighofen, porém, também pode surgir 100% repaginada, já que Maverick Viñales é cotado para saltar para a equipe oficial, uma vez que tem o trabalho na Tech3 muito bem avaliado. Pit Beirer, chefe da marca austríaca, chegou a dizer que foi o ‘Top Gun‘ quem “salvou o rabo” dos austríacos no ano passado.

Além de Bezzecchi, apenas outros três pilotos estão em situação mais confortável para o próximo ano: Johann Zarco, que renovou contrato com a Honda até o fim de 2027; Diogo Moreira, que tem vínculo com a HRC até o fim de 2028; e Toprak Razgatlioglu, que possui acordo com a Yamaha válido até o fim de 2027.

Álex Márquez pode ser o substituto de Acosta na KTM (Foto: Divulgação/MotoGP)

Tanto Moreira, quanto Razgatlioglu trabalham para se adaptar à MotoGP o quanto antes e já mostrar resultado na primeira temporada. O objetivo, neste momento, é entender o Mundial, mas sem ignorar a chance de representar uma equipe de fábrica no futuro.

MotoGP 2026, Situação contratual dos pilotos:

EQUIPEPILOTOSITUAÇÃO
HONDAL MARINIContrato até o fim de 2026
HONDAJ MIRContrato até o fim de 2026
YAMAHAF QUARTARAROContrato até o fim de 2026
YAMAHAA RINSContrato até o fim de 2026
DUCATIF BAGNAIAContrato até o fim de 2026
DUCATIM MÁRQUEZContrato até o fim de 2026
APRILIAJ MARTÍNContrato até o fim de 2026
APRILIAM BEZZECCHIContrato até o fim de 2028
KTMB BINDERContrato até o fim de 2026
KTMP ACOSTAContrato até o fim de 2026
LCRJ ZARCOContrato até o fim de 2027 – HRC
LCRD MOREIRAContrato até o fim de 2028 – HRC
PRAMACT RAZGATLIOGLUContrato até o fim de 2027 – YAMAHA
PRAMACJ MILLERContrato até o fim de 2026 – YAMAHA
GRESINIÁ MÁRQUEZContrato até o fim de 2026
GRESINIF ALDEGUERContrato até o fim de 2026 – DUCATI (opção por mais 2 anos)
VR46F DI GIANNANTONIOContrato até o fim de 2026 – DUCATI
VR46F MORBIDELLIContrato até o fim de 2026
TECH3M VIÑALESContrato até o fim de 2026
TECH3E BASTIANINIContrato até o fim de 2026
TRACKHOUSEA OGURAContrato até o fim de 2026
TRACKHOUSER FERNÁNDEZContrato até o fim de 2026

A temporada 2026 começa neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da MotoGP, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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