GUIA 2026: MotoGP fecha ciclo das 1000cc para explorar profundas mudanças nas regras
A temporada 2026 marcará a última participação dos motores de 1000cc na MotoGP, abrindo espaço para a chegada dos propulsores de 850cc. As altas velocidades e as preocupações com os pilotos puxam a fila de justificativas para a mudança
TUDO TEM PRAZO NESSA VIDA, ATÉ MESMO NA MOTOGP. A temporada 2026 da classe rainha do Mundial de Motovelocidade vai marcar o fim de um ciclo: o das motos de 1000cc. A transição, anunciada dois anos atrás, é o ponto central de um novo regulamento que se aproxima carregado de incertezas e expectativdas.
Em 2024, a Comissão de GP, que é formada por integrantes de FIM (Federação Internacional de Motociclismo), MotoGP Sports Entertainment ― a antiga Dorna ―, IRTA (Associação Internacional das Equipes de Corrida) e MSMA (Associação das Fábricas de Motocicletas Esportivas) optou por uma grande mudança no regulamento, com a entrada dos motores de 850cc.
Os novos propulsores, que serão cerca de 4 kg mais leves, vão puxar a fila de alterações cruciais nas motos, além da saída dos dispositivos de ajuste de altura da suspensão, limitação de penduricalhos aerodinâmicos, capacidade reduzida dos tanques e a introdução de combustível 100% sustentável.
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Os motores de 1000cc foram colocados em ação na MotoGP em 2012, substituindo os de 800cc. Desde então, montadoras tiveram muito tempo para ampliarem os estudos e desenvolvimentos da peça. A alta velocidade nos últimos anos, no entanto, acabou assustando a todos e chamando a atenção da organização do campeonato, que busca agora uma forma de aumentar um pouco os tempos dentro das pistas.
E para deixar claro o tamanho do impacto dessa mudança no grid, nenhum piloto atual competiu fora do atual regulamento. Nem mesmo Marc Márquez, que está a mais tempo no grid. A sensação, portanto, é de um grande amigo que de despede dos competidores e que ainda busca guardar últimas lembranças antes do adeus no fim do ano, em Valência.
Para 2026, porém os motores de 1000cc vão continuar para uma última dança. Como este é um processo que ainda está em desenvolvimento, a FIM, em uma medida de contenção de custos, decidiu congelar os motores. Assim, em suma, as equipes correm em 2026 com os mesmos propulsores usados no ano passado.
Existe, porém, uma exceção: quem está no grupo D de concessões. No caso, apenas a Yamaha. A marca dos três diapasões somou menos de 35% dos pontos disponíveis no Mundial de Construtores e, por isso, pode seguir desenvolvendo os motores. Para a montadora, no entanto, não é um grande problema, pois ajuda no trabalho com os novos motores V4 que vai introduzir a partir deste ano.
A temporada 2026 começa neste fim de semana, com o GP da Tailândia, em Buriram. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa da MotoGP, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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