Cadillac diz que existe consenso na F1 sobre mudança na regra de motores de 2026

CEO do projeto da Cadillac na Fórmula 1, Dan Towriss defendeu diálogo com a FIA a respeito da taxa de compressão dos novos motores e afirmou que apenas a Mercedes não é favorável a uma mudança

CEO da equipe da Cadillac na Fórmula 1, Dan Towriss afirmou que as fabricantes de motores permanecem em constante contato com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para tratar da brecha no regulamento a respeito da taxa de compressão. De acordo com o dirigente, todas as fornecedoras, com exceção da Mercedes, concordam que mudanças devem ser realizadas.

A nova unidade de potência da principal categoria do automobilismo virou tema de debate antes mesmo do início da temporada 2026, já que a escuderia liderada por Toto Wolff encontrou uma solução inteligente para ampliar o limite da taxa de compressão, reduzida de 18:1 para 16:1. Desta forma, os carros movidos pelo propulsor alemão poderiam ganhar 15 cv a mais de potência — ou aproximadamente 0s3 por volta.

Para evitar que isso aconteça, Ferrari, Audi, Honda e até mesmo a Red Bull, que inicialmente adotou uma postura neutra na situação, exigiram uma atitude por parte da FIA. Diretor de monopostos da entidade, Nikolas Tombazis defendeu mudanças nas regras e prometeu uma solução para o caso antes do GP da Austrália, etapa que abre o certame no início de março. A Mercedes, no entanto, ameaçou ir à justiça.

“Há muito diálogo entre as fabricantes de unidades de potência. Acho que existe uma visão unânime fora da Mercedes sobre o que deveria acontecer”, disse Towriss em entrevista ao portal PlanetF1. “[O assunto] continuará seguindo seu curso no diálogo com a FIA, e veremos o que acontece”, pontuou.

Dan Towriss (esq) defendeu mudanças no regulamento de motores da F1 (Foto: Reprodução/Cadillac)

Embora demonstre certa tranquilidade com o fato de que a vantagem das rivais não vai se manter para 2027 e além, o representante da Cadillac deixou claro que algo deve mudar imediatamente em 2026, para que nenhuma fornecedora se sinta prejudicada logo no início dessa nova era da F1.

“Todos concordam que não veremos algumas dessas vantagens em 2027, e ainda resta saber como isso será fiscalizado em 2026”, encerrou.

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