McLaren esbanja otimismo com testes da F1 no Bahrein, mas evita definir ordem de forças

Andrea Stella apontou que a McLaren conseguiu cumprir todo o programa estipulado no Bahrein, mas fez questão de deixar claro que as rivais também conseguiram apresentar um bom desempenho

Chefe da McLaren, Andrea Stella, fez um balanço positivo da primeira bateria de testes da pré-temporada da Fórmula 1 e destacou a confiabilidade do novo carro da equipe para 2026. Em entrevista acompanhada pelo GRANDE PRÊMIO no Bahrein, o dirigente italiano ressaltou que o foco inicial foi validar o projeto e concluir as etapas necessárias para a implementação do novo regulamento.

A escuderia papaia liderou o primeiro dia de testes, com Lando Norris cravando 1min34s669 como melhor tempo. Nas atividades seguintes, a equipe não voltou a colocar um carro no primeiro lugar, ficando em segundo com o britânico na quinta-feira e em quarto com Oscar Piastri nesta sexta-feira (13).

“Antes de olharmos para a ordem de forças, preciso dizer que este teste até agora tem sido extremamente positivo em termos da quilometragem que conseguimos completar, confiabilidade e funcionalidade”, afirmou Stella. Segundo o engenheiro, a McLaren conseguiu cumprir integralmente a lista de verificações planejadas, algo fundamental para um carro descrito como “completamente novo”.

O dirigente ainda chamou atenção para o grau de complexidade técnica exigida pelo novo regulamento, especialmente no que diz respeito ao arranjo interno do carro. “As horas de trabalho foram levadas ao limite do ponto de vista de engenharia e inovação”, explicou, ressaltando que os novos carros demandam tempo de pista para extrair desempenho, estabilizar processos e entender o comportamento dinâmico do MCL40.

Andrea Stella, chefe da McLaren (Foto: AFP)

Stella relembrou que os dois primeiros dias de testes em Barcelona foram mais desafiadores, mas avaliou que a evolução a partir dos testes coletivos na Espanha e, na sequência, no Bahrein mudou o cenário. “O saldo é bastante positivo do ponto de vista da McLaren”, resumiu.

Apesar do otimismo interno, o engenheiro evitou qualquer projeção precipitada sobre a ordem de forças. Para Stella, fatores como modos de uso da unidade de potência e variações de peso podem distorcer os tempos de volta durante a pré-temporada. “É muito difícil comparar”, ponderou.

Ainda assim, o italiano reconheceu que as principais rivais parecem fortes neste início de nova era técnica. “Definitivamente podemos dizer que Red Bull, Ferrari e Mercedes parecem estar muito bem equipadas: rápidas tanto em volta lançada quanto em simulações de corrida”, encerrou.

Fórmula 1 volta de 18 a 20 de fevereiro, também no Bahrein, com a segunda e última bateria de testes coletivos da pré-temporada 2026. Depois, segue para a Austrália, palco da abertura do campeonato, em 8 de março.

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