Sainz pede “mente aberta” à FIA com regras de energia da F1 2026: “Mudança muito grande”
Carlos Sainz alertou para os desafios do novo regulamento da F1 2026, destacando o impacto do gerenciamento de energia nas corridas. Por isso, pediu à FIA para que permaneça “flexível” caso sejam necessários ajustes ao longo da temporada
A segunda bateria da pré-temporada da Fórmula 1 no Bahrein encerra nesta sexta-feira (20) e representa o último contato dos pilotos com os carros antes do GP da Austrália. O foco das equipes até aqui tem sido se adequar ao novo regulamento. Para Carlos Sainz, da Williams, também é a hora de a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) reavaliar o papel do gerenciamento de energia em 2026.
O novo regulamento traz mudanças significativas na pilotagem, a partir dos motores, que passam a contar com uma distribuição 50/50 entre combustão e parte elétrica. Desta forma, os competidores precisam se preocupar com o gerenciamento da bateria, que influencia diretamente em momentos como largada e ultrapassagem.
Em coletiva realizada nesta quinta-feira (19) no circuito de Sakhir, Sainz destacou os obstáculos com a energia já na etapa de estreia. “Acho que Melbourne vai ser mais desafiador, com certeza, mas não posso dizer o quanto, porque ainda não fiz as calibrações no simulador”, disse.
“Minha mensagem para a FOM (Formula One Management) e a FIA é que, no início do ano, precisamos manter a mente aberta, caso as regras que criamos sejam um pouco exageradas em relação à quantidade de recuperação ou implantação que temos de fazer ao longo de uma volta, o que pode tornar alguns circuitos aceitáveis, como potencialmente aqui [no Bahrein], embora eu ainda ache que aqui não esteja totalmente aceitável com o que estamos vendo até agora”, explicou.

A federação começou a testar alterações no quinto dia de testes, com a redução de energia para entender se limitar o sistema elétrico pode tornar as corridas menos dependentes de estratégias extremas de recuperação de energia.
Até o momento, os pilotos experimentaram os novos carros em Barcelona e no Bahrein, apresentando condições diversas, mas que não contemplam a totalidade da temporada. Sainz projeta que pistas como da Austrália ou Arábia Saudita podem exigir mais energia e, por isso, talvez seja preciso “ajustar um pouco o regulamento”.
“Para ser justo, não é fácil, porque é uma mudança muito grande que acho que ninguém sabia prever quanta carga aerodinâmica e resistência o carro teria e qual nível de implantação de energia as equipes apresentariam”, destacou.
“Mas, até agora, eu só pediria que permanecêssemos abertos caso precisemos fazer ajustes finos ou adaptações para melhorar a categoria e o espetáculo. Essa é minha única mensagem. Deveríamos permanecer flexíveis em vez de nos comprometermos com um determinado nível de gerenciamento de energia”, finalizou.
A Fórmula 1 retorna neste sábado (20), às 4h (de Brasília, GMT-3), com o sexto e último dia de testes coletivos da pré-temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades AO VIVO e EM TEMPO REAL e traz a análise completa de tudo o que aconteceu no BRIEFING.
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