FIA testa redução de energia no Bahrein e avalia mudanças no motor de 2026
Testes no Bahrein servem como laboratório para a FIA entender se limitar o sistema elétrico pode tornar as corridas menos dependentes de estratégias extremas de recuperação de energia
Foco das reclamações dos pilotos e da preocupação dos chefes, o papel da energia elétrica a partir de 2026 nos carros da Fórmula 1 está sendo avaliado na pré-temporada no Bahrein. As equipes agora passam a correr com redução do uso de energia elétrica para ajudar a avaliar um plano alternativo, sob orientação da Federação Internacional de Automobilismo (FIA).
A informação é do portal The Race, nesta quinta-feira (19), que também destacou que as principais preocupações com os novos motores estão relacionadas ao uso da potência na classificação e ao gerenciamento de energia. O último, inclusive, passou a ser fator determinante de desempenho e alvo de críticas por questões de insegurança, como apontado por Andrea Stella, chefe da McLaren, na primeira semana de testes.
No Bahrein, as equipes vêm recorrendo a reduções de marcha mais agressivas e ao chamado superclipping — prática em que o motor elétrico passa a atuar como gerador mesmo com o acelerador totalmente pressionado, priorizando a recarga da bateria. O procedimento se soma aos métodos tradicionais de recuperação de energia, como a frenagem e, em menor escala, a desaceleração antecipada nas curvas.
A otimização dos sistemas evoluiu desde os primeiros testes em Barcelona até as sessões no circuito de Sakhir, mas os pilotos relataram desconforto com a necessidade de concessões estratégicas ao longo da volta para equilibrar carga e utilização da energia — como foi o caso de Lewis Hamilton, que afirmou ser preciso um “diploma” para lidar com a complexidade dos carros.

O debate ganhou força na Comissão da F1, realizada na última quarta-feira, quando a FIA confirmou que faria avaliações técnicas específicas sobre gestão energética durante o restante da semana. Segundo o The Race, a redução experimental da potência do gerador cinético (MGU-K) integra esse estudo.
A ideia é compreender se operar com potência máxima menor permitiria uso mais constante da energia ao longo da corrida, diminuindo a necessidade de estratégias agressivas de recarga. Outras propostas também foram discutidas nos bastidores. Uma delas sugere permitir maior recuperação de energia, elevando o limite atual de 250 kW quando o sistema atua como gerador.
Apesar das alternativas em análise, o veículo inglês pontuou que o clima no paddock é de cautela. Tanto os dirigentes quanto a FIA testam as soluções em caráter momentâneo, antes de realizar mudanças efetivas no regulamento de 2026.
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