GUIA 2026: os candidatos a surpresa que prometem agitar temporada da Indy
Com Caio Collet presente em lista, temporada da Indy promete boas surpresas, com pilotos que podem assumir protagonismo ao menos em alguma etapa
A Indy sempre reserva uma boa dose de surpresas. Até mesmo em 2025, quando Álex Palou venceu com sobras, não foram poucos os episódios inesperados ao longo da temporada. Como esquecer do pódio de Rinus VeeKay com a Dale Coyne? Ou da vitória de Christian Rasmussen, enfileirando ultrapassagens sobre Palou e outros figurões da categoria no fim em Milwaukee? E a pole do Robert Shwartzman na Indy 500?
Por essas e outras, as surpresas da Indy vão além dos nomes que brigam diretamente por vitórias ou títulos. Há também pilotos que prometem entregar mais do que o esperado — seja pelo contexto, pela troca de equipe ou simplesmente pela maturidade adquirida.
Nessa lista — e já adiantando, tem Caio Collet — separamos quatro pilotos que podem se juntar aos perseguidores de Palou, além de outros cinco competidores que prometem movimentar as corridas da Indy 2026.
Scott McLaughlin — Penske #3

Depois de boas temporadas, McLaughlin sofreu em 2025, assim como toda a Penske na Indy. Enquanto se esperava um salto definitivo à condição de candidato ao título, o neozelandês passou o ano sem vitórias. Talento, no entanto, não desaprendeu — e ganhou um aliado de peso: Tim Cindric, ex-presidente do time, que assume a estratégia do #3. A combinação pode recolocá-lo no grupo dos protagonistas, especialmente se a Penske recuperar o padrão histórico de competitividade.
David Malukas — Penske #12
Por que não imaginá-lo brigando pelo título logo na primeira oportunidade em uma grande equipe na Indy? Em 2021, Palou chegou à Ganassi e desbancou Scott Dixon dentro do próprio feudo. Malukas já mostrou talento e agressividade em todos os tipos de circuito. A ida para a Penske pode ser o passo que faltava para transformar potencial em resultado consistente. Se encaixar rapidamente, pode surpreender mais cedo do que se imagina.
Kyle Kirkwood — Andretti #27

Em 2025, deu sinais de que poderia disputar diretamente com Palou — apenas o espanhol e Kirkwood venceram corridas nas nove primeiras etapas da Indy. Faltou consistência ao longo do ano, já que seus pódios se resumiram praticamente às vitórias. A chegada de Will Power pode elevar o nível técnico da Andretti, mas também aumentar a pressão interna. Se encontrar regularidade, Kirkwood tem velocidade para entrar de vez na briga grande.
Christian Lundgaard — McLaren #7
Lundgaard mostrou evolução constante desde que chegou à McLaren, depois de uma passagem bem sucedida pela RLL. Rápido em classificações e cada vez mais sólido em ritmo de corrida, o dinamarquês precisa agora buscar boas performances com mais consistência nos ovais. Se a McLaren der o salto prometido, pode rivalizar em condições de igualdades com Pato O’Ward.
Rinus VeeKay — Juncos #76
Não entra exatamente na lista de candidatos ao título, mas já provou que é capaz de otimizar oportunidades improváveis. O pódio com equipamento modesto da Dale Coyne reforçou a imagem de piloto oportunista e agressivo. Na Juncos, se o carro permitir, VeeKay é daqueles que não desperdiçam brechas no caos — pode sonhar com a vitória, que seria a primeira da equipe do argentino Ricardo Juncos na Indy.

Santino Ferrucci — Foyt #14
Ferrucci consolidou-se ao extrair resultados acima do esperado, sobretudo em ovais, se afastando da pecha de amalucado na Indy. Com a Foyt em processo de reorganização técnica, pode voltar a aparecer entre os cinco primeiros com mais frequência — quem sabe, tirar a Foyt do jejum de vitórias.
Caio Collet — Foyt #4
A temporada marca um passo importante na carreira do brasileiro. Collet chega cercado de expectativa e com reputação de piloto técnico e cerebral. A adaptação aos ovais será o grande desafio na Indy, mas a velocidade em circuitos mistos já foi demonstrada nas categorias de base. Se evoluir rapidamente, pode se tornar uma das boas histórias do ano — além de estar em uma equipe em franca evolução.

Dennis Hauger — Dale Coyne #19
Hauger carrega o rótulo de talento europeu em transição, com rápida adaptação ao automobilismo norte-americano, que lhe rendeu o título da Indy NXT. A Dale Coyne costuma ser terreno fértil para surpresas quando há talento — o norueguês já mostrou ter
Christian Rasmussen — Carpenter #21
A vitória em Milwaukee mostrou frieza e capacidade de ataque nos momentos decisivos. Rasmussen é ousado e não teme disputas roda a roda. Se conseguir manter regularidade ao longo do ano, pode sair do papel de surpresa isolada para o de presença constante entre os protagonistas ocasionais.
O GRANDE PRÊMIO deu início, em 23 de fevereiro, ao Guia da temporada 2026 da Indy. Nos próximos dias, trará análises aprofundadas, projeções e tudo o que é preciso saber antes do sinal verde para o primeiro treino livre do GP de St. Pete.
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