Ilott ironiza indefinição da Prema na Indy e fala em “guiar carro alugado” em St. Pete
Às vésperas da primeira corrida da temporada 2026, Callum Ilott ironizou a indefinição da Prema na Indy e disse que vai para São Petersburgo, mas para ser motorista de um carro alugado
Callum Ilott usou as redes sociais nesta terça-feira (24) para ironizar a situação da Prema, que está fora da lista das equipes inscritas na temporada 2026 da Indy. O britânico afirmou que vai para São Petersburgo — palco da primeira corrida do ano —, mas que será motorista de um carro alugado.
A Prema estreou na Indy na temporada 2025, praticamente um ano após anunciar que desembarcaria na categoria. Entretanto, a má gestão financeira do grupo, que atua em diversas frentes no automobilismo — endurance e categorias de base —, causou um rombo, que estaria inviabilizando a sequência do time da Indy, onde está inserido Ilott.
A equipe chegou a ganhar uma visibilidade considerável com a pole de Robert Shwartzman nas 500 Milhas de Indianápolis. No entanto, a gestão financeira do grupo ao longo do ano passado foi tão ruim que resultou em cortes de programas e na saída da família Rosin, fundadora da equipe, do comando.
Atualmente, quem trabalha para salvar a operação é Piers Phillips, CEO da Prema nos Estados Unidos. O dirigente conversa com possíveis investidores para manter a estrutura, que teria um déficit estimado em US$ 40 milhões (R$ 208,76 milhões na cotação atual). Uma missão praticamente solo, especialmente após a saída de Ryan Briscoe, que era diretor-esportivo do time e agora atua como coach da RLL, auxiliando Mick Schumacher na adaptação à Indy.

Às vésperas do GP de São Petersburgo e com as chances do time se manter na categoria cada vez menores, Ilott ironizou a situação nas redes sociais. “Notícias empolgantes: vou para St. Pete. Sou motorista de um carro alugado”, brincou o britânico.
Em janeiro, Callum admitiu um cenário crítico para a Prema na corrida contra o tempo para estrear na temporada 2026. Envolvida em problemas financeiros e na saída da família Rosin, a equipe não participou da pré-temporada e também deve ficar de fora da primeira etapa, o GP de St. Pete, marcado entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março. Entretanto, a expectativa é que, caso as negociações avancem, o time possa alinhar a partir do GP de Long Beach.
No início do mês, Doug Boles, presidente da Indy, ressaltou que gostaria de ver 27 carros competindo na temporada integral, mas que ainda não realizou conversas com possíveis interessados para assumir a vaga.
A temporada 2026 da Indy começa neste fim de semana, entre os dias 27 de fevereiro e 1º de março, com o GP de St. Pete. O GRANDE PRÊMIO faz cobertura completa dos eventos no circuito urbano da Flórida.
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