Bagnaia busca razões de revés na Tailândia, mas prevê “Ducati de volta” no GP do Brasil

Francesco Bagnaia destacou que, a partir do TL1, passou a ter dificuldades que não se apresentaram durante os testes de pré-temporada. Mesmo sem entender as razões da performance abaixo da expectativa, italiano confia em reação no GP do Brasil

Francesco Bagnaia ainda busca explicações para o desempenho apresentado no GP da Tailândia de domingo (1), mas confia que a Ducati “vai voltar ao lugar que pertence” no GP do Brasil, segunda etapa de 2026.

Depois de uma pré-temporada forte, a Ducati viu chegar ao fim em Buriram uma sequência de 88 corridas seguidas com ao menos uma Desmosedici no top-3. O melhor colocado entre os pilotos da marca foi Fabio Di Giannantonio, que ficou em sexto, enquanto Bagnaia recebeu a bandeirada apenas em nono, 18s340 atrás de Marco Bezzecchi, que dominou a disputa.

Francesco Bagnaia acredita que a Ducati vai voltar ao nível habitual no Brasil (Foto: Ducati)

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Após a corrida, Bagnaia explicou que só teve as mesmas sensações da pré-temporada no treino livre 1 e apontou para um alto desgaste de pneus na corrida.

“Fui a última Ducati [entre os pilotos de tempo integral], então, com certeza, quem teve a pior performance”, disse Bagnaia à emissora italiana Sky Sports. “Eu estava controlando muito os pneus. Nunca forcei, pois não podia forçar, tinha só de controlar o pneu traseiro. Mas, com oito voltas para o fim, passei a patinar até em quinta marcha na reta”, seguiu.

“Nas últimas voltas, infelizmente, quando eu estava me aproximando do grupo da frente, comecei realmente a sentir o desgaste”, apontou.

Pecco, porém, não encara com preocupação o fim da sequência de pódios da Ducati, já que entende que, sem o problema que culminou com o abandono de Marc Márquez ― o espanhol bateu em uma zebra, amassou a roda e acabou com o pneu esvaziado ―, a casa de Borgo Panigale estaria no top-3.

“Marc teria terminado no pódio. O que aconteceu, aconteceu, mas ele estava muito rápido”, avaliou Bagnaia. “No meu caso, se você tivesse perguntado qual era a nossa meta, eu diria que o top-3. Tínhamos um potencial que nunca conseguimos destravar durante o fim de semana. No entanto, desde o início do fim de semana, não conseguimos parar bem, sofremos para fazer a moto virar, para controlar a tração”, explicou.

“O TL1 foi a melhor sessão que tive. Do TL2 até a corrida, comecei a ter bastante dificuldade. E foi o completo oposto em comparação ao teste, pois, no teste, estava me sentindo fantástico, podia forçar, controlar muito os pneus. E aí, por alguma razão, comecei a ter muita dificuldade durante o fim de semana de corrida”, lamentou. “A única coisa diferente era o pneu Pirelli na pista [da Moto3 e da Moto2], mas isso não pode ser uma desculpa, então vamos arregaçar as mangas e trabalhar para voltar para a frente. É difícil pensar que o nível da Ducati, levando em conta os testes que fizemos, seja este”, pontuou.

Ainda, Pecco lembrou que o pneu usado pela Michelin na Tailândia, que tem uma construção mais resistente na traseira, costuma ser bom para a Ducati.

“Esta é uma pista muito boa para nós. Nós sempre vencemos. Na Áustria, nós sempre vencemos. Então é uma pista muito boa para nós e também um pneu para nós”, recordou. “Mas, por alguma razão, desta vez foi mais difícil. E a Aprilia fez um trabalho incrível, assim como a KTM, pois eles melhoraram muito”, reconheceu.

“Os outros melhoraram e nós demos um passo atrás. Então precisamos entender a razão”, frisou.

Por fim, Bagnaia disse esperar que a Ducati “volte ao lugar que pertence” no GP do Brasil.

“Acredito nisso. A próxima corrida no Brasil é em um circuito novo, mas estou convencido de que a Ducati vai voltar ao lugar que pertence”, encerrou.

Moto2 volta a acelerar entre os dias 20 e 22 de março, com o GP do Brasil, em Goiânia, para a 2ª etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO faz a cobertura completa do evento, assim como das demais classes do Mundial de Motovelocidade.

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