5 coisas que aprendemos com o GP do Alabama da Indy 2026

De vacilo de concorrência diante de Palou à importância da classificação na temporada Indy 2026, confira 5 coisas que aprendemos com o GP do Alabama

O GP do Alabama deixou alguns aprendizados sobre a temporada 2026 da Indy. Apesar da boa vantagem e de ter controlado a corrida quase totalmente, vimos um Álex Palou que deu brecha para a concorrência — mas esta vacilou, facilitando as coisas para o tetracampeão neste domingo (29).

Kyle Kirkwood não brilhou como os treinos livres e até o começo da classificação indicava, mas o norte-americano segue somando pontos e mostrando que vai até o fim na briga pelo título, enquanto Graham Rahal salvou a honra dos veteranos — e da RLL, que sofre com Mick Schumacher e Louis Foster — com o primeiro pódio em 40 corridas.

A classificação vai se tornando cada vez mais importante na categoria e foi crucial no Barber Motorsports Park. David Malukas, por sua vez, vai chegando à Penske tomando as atenções para si. Confira as 5 coisas que aprendemos com o GP do Alabama:

Palou dá oportunidade, mas concorrência vacila

Álex Palou (Foto: Indycar)

Quem olha somente para o resultado, os 13s2 de vantagem para Christian Lundgaard dão conotação de que o evento foi o famoso “Sunday Drive” de Palou. O espanhol, sim, teve controle da corrida em 88 das 90 voltas, mas abriu essa breve margem para ser superado pelo dinamarquês no último stint de prova ao se enrolar com retardatários, principalmente Dennis Hauger, que fez de tudo para não levar volta.

Lundgaard, antes de entrar no pit, abriu os 27s que daria margem para voltar à frente com mínima vantagem e pneus frios, mas suficiente para assumir a liderança depois da última parada. Mas a McLaren falhou na troca, perdendo muito tempo na roda traseira direita, o que fez o piloto voltar em terceiro, atrás de Rahal, e dar folga para Palou.

Will Power disse ao longo da última semana que Palou não perdoa o mínimo erro, que é necessário ser perfeito para superá-lo. E foi esse o enredo no Alabama. O espanhol não errou, mas deixou uma brecha para ser superado que não foi aproveitada pela concorrência — algo que, quando é o contrário, costumeiramente, o #10 aproveita para fazer o resultado.

Com Palou, não tem meio termo: na hora que a oportunidade surge, o punhal tem de ser cravado no peito, pois não é sempre que o espanhol dá esse tipo de margem. Por essas e outras, continua como favorito ao título, apesar dos indícios de que a briga vai ser mais apertada.

Kirkwood mantém cartilha e promete briga até o fim com Palou

Kyle Kirkwood (Foto: Indycar)

Quem aumenta as esperanças de que teremos uma disputa até o fim pelo campeonato é Kirkwood. Os indícios são de que a concorrência subiu o nível diante de Palou, mas o norte-americano continua amealhando bons resultados, completando mais uma corrida no top-5.

É bem verdade que Kirkwood voltou a vacilar na classificação, com uma escapada no Fast 6, quando mostrava que poderia desafiar Palou pela pole-position, mas buscou aquilo que era o melhor resultado possível na corrida, terminando na quinta colocação. Diferente de outros tempos, preferiu levar para casa o posto do que arriscar um quarto lugar e sair sem nada.

Deste modo, mesmo sem conseguir mostrar desempenho próximo de Palou, saiu da pista na liderança do campeonato após quatro etapas, com 2 pontos de vantagem. Pode parecer pouco, mas é alentador para quem vai para Long Beach, um circuito de rua onde venceu em 2025 e a Andretti tem ido muito bem nos últimos anos.

Rahal salva veteranos — e a própria RLL — no Alabama

Graham Rahal (Foto: Indycar)

Rahal foi o único piloto entre aqueles que possuem 10 ou mais anos de categoria que fechou entre os cinco primeiros. Em uma lista que tem Scott Dixon, Josef Newgarden, Alexander Rossi e Power, o melhor resultado foi para aquele que é menos badalado e acompanhado por críticas; afinal, há uma grande parcela de fãs que acredita que é tempo de ele assumir algum cargo diretivo na equipe em que o pai, Bobby, é um dos sócios.

Mas Rahal mostrou que ainda tem lenha para queimar na pista, liderando uma inconstante RLL, que chegou a ocupar as duas pontas da corrida — durante uma das janelas de pit-stop, o #15 era líder e Foster e Schumacher ocupavam as últimas posições, nas quais ficaram até o fim da prova.

Rahal conseguiu um lugar no pódio, algo que não acontecia há 40 corridas — desde o GP de Indianápolis 2 de 2023 —, sendo o único que desafiou os novos talentos. No entanto, precisa fazer com que o time mantenha este nível e, como piloto mais experiente, mostre o caminho para os companheiros com pouca bagagem.

Equilíbrio dá peso extra para classificação na Indy

Christian Lundgaard (Foto: Indycar)

Pode parecer uma contradição enorme dizer isso em uma corrida na qual o vencedor cruzou a linha de chegada com tamanha vantagem, mas a categoria mostra um equilíbrio muito maior do que isso. A classificação, cada vez mais, tem se tornado um fator de decisão, onde qualquer 0s1 ou 0s2 pode mudar muitas posições.

Lundgaard, como disse Malukas, tinha um foguete nas mãos, só que teve o resultado comprometido não somente pelo erro da McLaren, mas por ter saído em décimo. Ele ficou fora do Fast 6 por apenas 0s150 — Santino Ferrucci, Marcus Ericsson e Newgarden ficaram fora da briga pela pole por ainda menos de 0s1.

Dixon e Scott McLaughlin foram eliminados de forma apertada em seus respectivos grupos por 0s06 e 0s01, respectivamente. Qualquer erro no sábado é fatal, que o diga Caio Collet, que acabou escorregando na classificação e largou somente em 21º.

Constância faz Malukas roubar cena na Penske

David Malukas (Foto; Indycar)

Malukas pode ter saído um pouco frustrado pela escolha dos pneus na largada, mas o norte-americano vai deixando Newgarden e McLaughlin em maus lençóis na Penske.

A equipe mostra que melhorou com relação a 2025, mas ficou um pouco distante em Arlington e no Alabama. Enquanto segue tateando o chão que pisa, Malukas entrega consistência, enquanto os companheiros vão escorregando na baba — o #2 bateu e rodou no Texas, com o #3 estampando o muro uma vez em cada um dos fins de semana.

Aliás, o Alabama era um palco em que o time de Roger Penske dominava — em 2023 e 2024, McLaughlin ganhou, enquanto Newgarden levou pela equipe em 2017 e 2018. O time perdeu totalmente a competitividade em uma pista onde saía sempre com bons pontos.

Indy tem pela frente dois finais de semana de folga antes da quinta etapa da temporada, o tradicional GP de Long Beach, nas ruas da cidade da Califórnia, marcado entre os dias 17 e 19 de abril.

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