Honda vê GP do Japão como “bom passo”, mas admite: “Ainda precisamos evoluir”
Chefe de engenharia da Honda, Shintaro Orihara disse que Fernando Alonso completar prova no Japão é sinal de melhora na confiabilidade, mas reconheceu que fabricante precisa melhorar performance do motor
A Honda viu o GP do Japão do último domingo (29) como um passo importante na recuperação no retorno à Formula 1 ao lado da Aston Martin. A avaliação foi do chefe de engenharia da fabricante, Shintaro Orihara, que destacou a primeira prova completa na temporada 2026, mas também reconheceu que ainda há um longo caminho a percorrer para melhorar o desempenho da unidade de potência.
Desde o início da temporada, a Honda tem sido alvo de críticas pelo desempenho abaixo do esperado da unidade de potência, especialmente por falhas ligadas ao sistema de bateria. Os problemas afetam tanto Fernando Alonso quanto Lance Stroll, com ambos enfrentando dificuldades como vibrações intensas no carro.
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O espanhol conseguiu receber a bandeira quadriculada pela primeira vez na temporada, em 18º, mesmo que ainda esteja sofrendo bastante com as vibrações. Apesar de a equipe evitar tratar o resultado como motivo de celebração, o entendimento de Orihara é de que completar uma prova representa um avanço relevante diante do baixo número de voltas acumuladas anteriormente.
“Completamos a distância total da corrida, e isso é um bom passo em termos de confiabilidade. Estamos trabalhando duro para melhorar a entrega de energia da bateria”, afirmou.

Apesar da satisfação em ver o motor Honda chegando ao fim da prova, o engenheiro reforçou que o trabalho não se limita à confiabilidade e envolve também ganhos de performance, tanto no aspecto mecânico quanto na gestão de energia.
“Estamos mobilizados na fábrica em Sakura para melhorar a performance. Ainda precisamos evoluir o desempenho mecânico, e isso não é um trabalho de curto prazo. Então seguiremos trabalhando duro”, garantiu.
“Aprendemos muito no Japão ao conseguir disputar toda a prova, o que nos dá mais dados para melhorar dirigibilidade e gestão de energia. Agora é usar isso e trabalhar nas quatro semanas até a etapa em Miami”, concluiu.
A Fórmula 1 agora entra em hiato após a suspensão dos GPs do Bahrein e da Arábia Saudita e retorna de 1º a 3 de maio com o GP de Miami.
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