Kanaan diz que “precisa ser realista” com McLaren: “Competição está acirrada na Indy”
Chefe da McLaren na Indy, Tony Kanaan evitou falar em passo atrás do time papaia, mas admitiu que Penske e Andretti e que o grid está equilibrado. Equipe ainda não venceu na temporada 2026
Depois de realizar a melhor temporada na Indy em 2025, a McLaren deu um passo para trás e é a única das quatro equipes grandes que ainda não venceu em 2026. Tony Kanaan, chefe do time, disse que precisa ser realista ao analisar a fase da escuderia, já que o grid está equilibrado. O brasileiro também relembrou que Christian Lundgaard também estava nas primeiras colocações do campeonato nas corridas iniciais de 2025 e, portanto, a falta de vitórias não é motivo para preocupação.
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Apesar de Lundgaard conquistar dois pódios e Pato O’Ward terminar no top-5 em quatro corridas até aqui, a McLaren viu as rivais crescerem e entrarem na disputa com Álex Palou e a Ganassi — a Andretti venceu o GP de Arlington e lidera o campeonato com Kyle Kirkwood, enquanto a Penske triunfou em Phoenix e não deve repetir o fraco desempenho da temporada 2025.
O dinamarquês é o piloto do time papaia mais bem colocado no campeonato, aparecendo em terceiro lugar com 35 pontos de desvantagem para Kirkwood. No entanto, David Malukas e Josef Newgarden aparecem logo atrás, respectivamente. Caso o #7 tenha uma corrida abaixo no GP de Long Beach, a McLaren não terá nenhum representante entre os cinco primeiros do campeonato, o que Kanaan vê como inevitável, considerando a evolução das rivais.

A única vez que a McLaren chegou a brigar por vitória foi no GP do Alabama. Lundgaard apresentou um forte ritmo com pneus macios e poderia até voltar à frente de Palou após o último pit-stop. Porém, um erro no encaixe do pneu traseiro direito deu a corrida de bandeja para o tetracampeão.
Questionado se deram um passo para trás ou a concorrência deu passos maiores à frente, Tony respondeu: “Essa é a pergunta que sempre é muito difícil de responder. Você começa a analisar tudo, então considera as circunstâncias, ano diferente, dia diferente, e está sempre mudando, até no mesmo ano. Essa é uma pergunta que sempre é difícil de responder, mesmo que alguém diga que sabe”, afirmou à revista Racer.
“As mesmas quatro equipes estão sempre se alternando, então não acho que sejamos os piores nem os melhores. Acredito que precisamos ser realistas. No ano passado, aproveitamos as dificuldades da Penske e da Andretti, e foi por isso que provavelmente tivemos um bom desempenho, mas isso faz parte do automobilismo. Agora as coisas voltaram ao normal e a competição está acirrada”, reconheceu.
“Para ser justo, tínhamos um carro tão bom com Christian quanto o Palou tinha em Barber. Só que apresentamos mais ritmo tarde demais. Largamos em décimo com ele e isso não ajudou. Aí, no domingo, tivemos um problema no pit-stop e as chances de vitória sumiram”, relembrou.

“Uma coisa que sempre tento mostrar para a minha equipe é que as oscilações, os altos e baixos, são importantes. Corremos muito bem, tivemos um problema, mas isso não diminui nossa capacidade. Não percam o foco. O potencial é muito bom, então eu digo para eles: ‘Pessoal, continuem fazendo o que estamos fazendo. Vamos superar isso'”, ressaltou.
“Estamos em terceiro no campeonato com Christian. Ele estava em segundo no ano passado nesta mesma altura. Então, para ser justo, estamos em uma situação muito parecida. Mas tudo pode piorar se você deixar isso subir à cabeça. Sou realista. Não fomos muito bem na classificação em Barber, mas na corrida, tínhamos o carro mais rápido. Agora, iríamos vencer se não houvesse problemas nos boxes? Não quero cravar isso, porque o Palou não estava pegando leve conosco”, avaliou.
“Mas nós fomos extremamente competitivos. Largamos em décimo e terminamos em segundo. E não foi uma estratégia que fez isso pelo Lundgaard. O garoto ultrapassou todo mundo. Então, somos competitivos, e não somos melhores nem piores. Mas ainda temos muito a provar – para nós mesmos, na verdade, mais do que para qualquer outra pessoa”, admitiu.
A McLaren teve um desempenho ruim na classificação em Barber, sem ter nenhum representante na fase final. Pato O’Ward foi o 12°, enquanto Nolan Siegel largou em 15° lugar. Na corrida, os dois não conseguiram repetir o feito do companheiro de equipe e andaram para trás: o mexicano foi apenas o 17° colocado, logo à frente do estadunidense, que foi 18°. Kanaan admitiu que a equipe errou na sessão classificatória e acredita que houve uma reação exagerada em relação ao desempenho do #5.

“Erramos na classificação e, depois, devido às circunstâncias, fomos empurrados para o final do pelotão e ele nunca se recuperou. Mas o fato é que Pato não perdeu nada. Esta foi apenas uma corrida. Se fossem quatro ou cinco corridas assim, aí seria outra história. Mas não foi o caso, foi apenas uma corrida”, analisou.
“Já fui piloto e houve muita reação exagerada em relação à corrida do Pato. Realmente não acho que seja tão ruim assim, porque já passei por aqueles tipos de finais de semana em que nada sai como você quer. E você vira a página”, completou o chefe da McLaren.
A Indy tem pela frente mais um final de semana de folga antes da quinta etapa da temporada, o tradicional GP de Long Beach, nas ruas da cidade da Califórnia, marcado entre os dias 17 e 19 de abril.
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