Rosenqvist desafia rótulo de “Leão de Treino” em chance de ouro para bagunçar Indy 2026

Felix Rosenqvist carrega consigo a alcunha de "Leão de Treino", que precisa deixar para trás e ser um candidato à vitória neste domingo (19) em Long Beach

Velocidade é algo que nunca faltou a Felix Rosenqvist. Não é apenas a pole do GP de Long Beach conquistada neste sábado (18) que comprova isso, mas também as outras seis que somou na Indy — algumas delas em momentos de enorme pressão nas equipes pelas quais passou ou até sob a incerteza de onde correria no ano seguinte. O problema é fazer essa velocidade perdurar ao longo de uma corrida inteira, o que rendeu ao sueco a alcunha de “Leão de Treino”. O domingo (19) no circuito de rua da Califórnia surge como uma chance de ouro para se livrar desse rótulo e bagunçar ainda mais a temporada 2026.

Pode-se dizer que Rosenqvist entrou em uma espécie de limbo na Indy: teve tempo suficiente em equipes de ponta e decepcionou, mas também não é um piloto ruim a ponto de ser descartado. Por isso, quando a McLaren optou por não renovar seu contrato no fim de 2023, encontrou espaço na Meyer Shank, que vivia a transição após a saída de Helio Castroneves do programa integral e o afastamento de Simon Pagenaud, que deixou de correr após o acidente no TL2 de Mid-Ohio.

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O início da temporada 2026, porém, levantou questionamentos sobre a permanência de Rosenqvist na categoria, já que Marcus Armstrong começou o ano com desempenho e resultados mais consistentes — 99 a 66 na pontuação, considerando o ponto da pole conquistada neste sábado pelo neozelandês.

A pole em Long Beach representa uma oportunidade valiosa para Rosenqvist virar a página em 2026 e, talvez, iniciar um novo capítulo na carreira. É verdade que, dois anos atrás, no mesmo circuito e também pela Meyer Shank, o sueco já havia largado na frente, mas não sustentou a liderança nem por uma curva e terminou apenas em nono. Desta vez, porém, alguns fatores jogam a seu favor.

Felix Rosenqvist (Foto: Indycar)

Em 2024, a Meyer Shank não dispunha da estrutura atual, que evoluiu significativamente com a aliança técnica com a Ganassi — algo que também se reflete no IMSA SportsCar, onde a equipe venceu neste sábado (18), também em Long Beach. Além disso, a dupla com Armstrong é mais sólida do que foi com Tom Blomqvist, que pouco agregou ao desenvolvimento da equipe comandada por Mike Shank.

Long Beach costuma proporcionar boas corridas, mas é um circuito onde ultrapassar não é tarefa simples, o que pode favorecer Rosenqvist. A estratégia também tem peso determinante nas ruas californianas — e vale lembrar que a Ganassi, parceira da Meyer Shank, é uma das equipes que melhor sabe jogar esse jogo na Indy.

Rosenqvist talvez não seja o principal favorito para bater nomes como Pato O’Ward, Álex Palou ou Kyle Kirkwood, mas há elementos que indicam uma boa chance de desempenho sólido — condizente com alguém que chegou a uma equipe para assumir papel de liderança. Quem sabe não é a corrida que faltava para virar a chave e embaralhar ainda mais uma temporada 2026 que está longe de ser o passeio previsto para Palou.

Mesmo que não venha a vitória, Rosenqvist pode ser peça-chave ao tirar pontos importantes de quem briga pelo título. A resposta começa a ser dada neste domingo (19), a partir das 18h30, na largada do GP de Long Beach.

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SessãoBRA*CBVPOR | ANGMOZ
Warm-up (19/04)14:0016:0018:0019:00
Corrida (19/04)18:3020:3022:3023:30

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