McLaren abre portas para produzir motores na F1 caso seja “financeiramente viável”

Durante o fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis, Zak Brown disse que a McLaren está aberta à possibilidade de produzir o próprio motor caso o regulamento fique mais "financeiramente viável"

A McLaren está aberta à possibilidade de produzir as próprias unidades de potência na Fórmula 1 em um futuro próximo. Segundo o CEO da marca papaia, Zak Brown, a equipe olharia para essa possibilidade com um maior carinho caso o regulamento técnico fosse mais viável financeiramente. Ainda assim, garantiu que segue satisfeito com a situação atual.

De momento, a McLaren trabalha com unidades de potência da Mercedes desde 2021, mas essa parceria começou em 1995 e durou até 2014 inicialmente, com a equipe inglesa migrando para a Honda em 2015 e para a Renault em 2018. Três anos depois, no entanto, o acordo foi reestabelecido, e Brown garante que está bem satisfeito com o trabalho junto da marca alemã.

Porém, em um esporte no qual um bom motor pode fazer total diferença na ordem de forças do grid, a McLaren não esconde que gostaria de produzir as próprias unidades de potência caso fizesse sentido financeiramente, como explicou Brown durante o fim de semana das 500 Milhas de Indianápolis.

“Acho que, se houvesse um regulamento de motores financeiramente viável, então, sim, consideraríamos isso e também a tecnologia. Dito isso, não poderíamos estar mais satisfeitos com a Mercedes atualmente. Então, se surgir algo que faça sentido financeiramente antes de tudo, vamos analisar”, explicou o CEO da McLaren.

Brown, por outro lado, saiu em defesa do regulamento técnico atual e disse que o produto está muito bom, principalmente para a TV. Além disso, reforçou como as regras seguem sendo refinadas e disse que tudo irá “se ajustar naturalmente” com o tempo.

“Acho que isso acontece com qualquer tecnologia nova. Já vimos isso em Miami. Percebemos que os pilotos estão mais acostumados com isso e que as regras estão ficando mais refinadas. Talvez não cheguemos a um cenário perfeito, mas sempre existiu gerenciamento de regras, de pneus e, agora, há também o gerenciamento de bateria”, explicou Brown.

A McLaren admitiu que gostaria de produzir os próprios motores na F1 (Foto: Reprodução/F1)

“Acho que chegou a um extremo em que a maioria dos pilotos não gosta muito disso, mas ainda é corrida. Então, acredito que tudo isso vai se ajustar naturalmente, e acho que tudo na Fórmula 1 acaba sendo analisado com uma lente de aumento de mil vezes”, finalizou o CEO da McLaren.

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