Tardozzi aplaude Aprilia e admite que Ducati viveu “pesadelo” nas primeiras corridas do ano

Chefe da Ducati, Davide Tardozzi reconheceu que esperava um início de ano mais forte e assumiu que foi pego de surpresa pela melhora da Aprilia entre um teste e outro na pré-temporada

Chefe da Ducati, Davide Tardozzi admitiu que a marca italiana viveu um “pesadelo” nas primeiras corridas da temporada 2026 da MotoGP. Dirigente reconheceu que esperava ser mais competitivo, mas aplaudiu a Aprilia pela evolução entre um teste e outro na pré-temporada.

Tardozzi apontou que saiu do teste de Sepang confiante em um “bom ano”, já que a fábrica de Borgo Panigale tinha colocado cinco motos dentro do top-6. No entanto, o dirigente apontou para um “passo enorme” da Aprilia que acabou mudando o cenário.

A rival de Noale venceu os três primeiros GPs do ano com Marco Bezzecchi, com Jorge Martín levando a sprint no GP dos Estados Unidos. A Ducati, por outro lado, foi para a fase europeia da temporada com apenas uma vitória na sprint, conquistada por Marc Márquez no Brasil.

Questionado se ficou surpreso com a força da Aprilia no início da temporada, Tardozzi respondeu: “Honestamente, sim. Pois, depois de Sepang, estava realmente confiante de que seria um bom ano para nós. Não um pesadelo como foi nas primeiras corridas”.

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Davide Tardozzi reconheceu que o campeonato começou difícil para a Ducati (Foto: AFP)

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“Mas temos de aplaudir, pois eles deram um passo enorme entre Sepang e Tailândia. Chapeau”, declarou. “Mas aí nós começamos a trabalhar, Gigi [Dall’Igna] fez um bom trabalho com os nossos engenheiros, e acho que recuperamos um pouco a distância. Ainda não foi o suficiente, mas, tendo os pilotos que temos, acho que reduzimos um pouco mais a diferença”, avaliou.

A primeira vitória da Ducati na temporada 2026 chegou apenas no GP da Espanha, com Álex Márquez. Depois, Fabio Di Giannantonio triunfou na Catalunha, onde a equipe de fábrica alcançou o primeiro pódio do ano, com o terceiro lugar de Francesco Bagnaia. Na Hungria, Marc Márquez foi dominante e levou as vitórias na sprint e no GP.

Apesar da performance do #93 em Balaton Park, Tardozzi insiste que Marc ainda está longe da melhor forma, já que operou o pé direito após uma fratura na França e também precisou de cirurgia no ombro direito para remover parafusos danificados de cirurgias anteriores.

“Ainda acho que foi muito difícil para ele. A pole position, vitória, vitória, não significa que ele esteja 100%. Ele não está 100%”, frisou. “Então a nossa meta é que ele se recupere da lesão da maneira perfeita, e isso vai levar pelo menos mais um mês, talvez dois”, apontou.

A atuação de Márquez em Balaton Park ganhou ainda mais importância por causa do domingo difícil da Aprilia, que viu Jorge Martín cair e tirar, entre outros, Marco Bezzecchi da disputa. Assim, o #93 cortou 25 pontos da vantagem do italiano na liderança do Mundial de Pilotos, baixando o atraso para 72 tentos.

“Foi um fim de semana muito importante, pois recuperamos muitos pontos, mas nós, absolutamente, sabemos que nossos rivais são muito fortes”, disse Tardozzi. “Eles tiveram muito, muito azar. E, honestamente, lamento por Marco, Diggia e os outros caras, pois nós ganhamos pontos, as sabemos que esses caras deveriam ter lutado pelo pódio”, reconheceu. “Mas, de qualquer forma, as corridas são assim. Nós tivemos azar no início da temporada. Sabemos que, em 44 corridas, você pode ter resultados e situações diferentes a cada fim de semana. Veremos”, encerrou.

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