LCR deixa Moreira disponível para teste com 850cc, mas diz que Honda “tem outros planos”
Chefe da LCR, Lucio Cecchinello afirmou que disponibilizou Diogo Moreira para testar pela Honda na atividade de segunda-feira em Brno, mas indicou que montadora japonesa preferiu escalar os atuais titulares apesar da situação peculiar
Chefe da LCR, Lucio Cecchinello afirmou que disponibilizou Diogo Moreira para testar pela Honda na atividade de segunda-feira, em Brno, mas revelou que a montadora japonesa “tem outros planos”. A imprensa internacional aponta que a HRC decidiu manter Joan Mir e Luca Marini no teste, mesmo que os dois estejam de saída.
Na próxima segunda-feira (22), a MotoGP vai permanecer no traçado da Tchéquia para um dia de testes. Desta vez, porém, vão para a pista os protótipos de 850cc, calçados com os pneus Pirelli, que estreiam na classe rainha do Mundial de Motovelocidade em 2027. Por ser considerado um teste de pneus, a atividade será fechada e não constará com a presença de jornalistas.
Falando ao site italiano GPOne, Cecchinello destacou que liberou Moreira para testar, mas, até aqui, recebeu a HRC a informação de que essa não é a prioridade.
Por conta do impasse em torno do novo Acordo de Participação das equipes, os anúncios de pilotos seguem em suspenso, mas rumores dão conta de uma substituição total na Honda, com Fabio Quartararo chegando para formar par ou com Moreira ou com David Alonso. Mir já confirmou que não vai seguir com a fábrica da asa dourada ― e deve migrar para a Gresini ―, enquanto Marini segue com o futuro indefinido.
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No domingo, o site espanhol Motorsport noticiou que a Honda pediu que Marini e Mir participem do teste, algo que foge do comum na MotoGP. Segundo a publicação, a HRC entende que tem mais a ganhar do que a perder com a presença de pilotos que estão de partida.
A equipe de testes da Honda é formada por Takaaki Nakagami, que foi poupado nas últimas corridas e impossibilitado de substituir o lesionado Johann Zarco na LCR, e Aleix Espargaró, que ainda se recupera das lesões sofridas em um teste na Malásia.
“No momento, ainda não recebemos uma decisão final da Honda”, disse Cecchinello. “Nós deixamos Diogo disponível, mas a última informação que recebemos indica que, no momento, não é a prioridade da HRC. Então ainda não sabemos qual será a decisão final”, seguiu.
Por conta do número limitado de pneus disponibilizados pela Pirelli para este primeiro teste, apenas duas motos estarão disponíveis para cada fabricante.
Muitas das fábricas, porém, têm dificuldades com a escalação, justamente pela mudança dos pilotos. Além da Honda, a Yamaha também deve fazer uma mudança total, já que Quartararo deve deixar a equipe e Álex Rins já foi comunicado da saída. Na Ducati, Francesco Bagnaia faz o tour de despedida, já que deve ser substituído por Pedro Acosta. A KTM, por sua vez, deve passar por uma repaginada total, incluindo na satélite Tech3. Maverick Viñales é o único do quarteto que ainda fala abertamente em seguir com a casa de Mattighofen, mas a decisão final segue pendente.
No elenco atual, apenas Moreira, Zarco e Toprak Razgatlioglu começaram o ano com contratos assinados para além deste ano. O vínculo do brasileiro com a HRC se estende até 2028, quando Zarco assinou com a fábrica da asa dourada até 2027, mesmo tempo de duração do acordo do turco com a Yamaha. Marco Bezzecchi, por outro lado, foi o único que renovou já nesta temporada, acertando com a Aprilia até 2028.
“É uma situação que afeta praticamente todas as equipes, levando em conta que alguns pilotos de fábrica aparentemente já assinaram com outras fábricas”, apontou Lucio. “No entanto, eu não descartaria, por exemplo, a possibilidade de Quartararo testar a Yamaha, pois ainda é uma informação importante pata a fábrica coletar e, acima de tudo, o atual piloto oferece a possibilidade de ter um feedback muito mais claro e real do comportamento dinâmico da moto”, observou.
O teste que será realizado em Brno na segunda-feira é reservado para as motos já na configuração de 2027, com motores de 850cc, aerodinâmica reduzida, sem dispositivos de rebaixamento da suspensão e com pneus Pirelli. Depois, as novas motos voltam a ser testadas em 21 de setembro, na Áustria.
Até aqui, as fábricas ainda não confirmaram oficialmente a escalação de pilotos para o teste.
A MotoGP volta a acelerar entre 19 a 21 de junho, em Brno, para o GP da Tchéquia, nona etapa da temporada 2026. O GRANDE PRÊMIO acompanha toda a programação do fim de semana, assim como as demais categorias do Mundial de Motovelocidade.
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