Lorenzo ressalta choque inicial e afirma que ida para Ducati “foi como mudar de categoria”

Jorge Lorenzo falou um pouco de sua chegada a Ducati e como sentiu um choque inicial ao guiar a Desmosedici pela primeira vez. O espanhol reconheceu que a moto do time italiano era completamente diferente do seu estilo de guiada, e que a chegada na esquadra de Borgo Panigale foi mais difícil do que quando fez o salto das 250cc para a MotoGP

Não é segredo que Jorge Lorenzo sofreu quando chegou a Ducati, e o piloto reconheceu que foi mais difícil do que imaginava. O espanhol admitiu que a mudança para o time italiano foi mais complicado do que sua subida para a MotoGP.
 
O tricampeão desembarcou na esquadra de Borgo Panigale em 2017, mas o início da parceria foi um tanto quanto conturbado. Contratado a peso de ouro, demorou a mostrar trabalho e não conseguiu entregar vitórias no primeiro ano, terminando o campeonato em sétimo.
 
Entretanto, em 2018, o cenário mudou completamente. Na atual temporada, o piloto de Palma de Maiorca já subiu ao degrau mais alto do pódio em três oportunidades, além de aparecer em quinto na classificação com 130 pontos. Mas sua saída já tem data, pois em 2019 vai se juntar a Marc Márquez na Honda e formar o ‘dream team’ da classe rainha do Mundial.
 
Refletindo sobre sua ida para a Ducati, Lorenzo reconheceu que foi difícil se adaptar ao estilo nervoso da Desmosedici. “Eu sempre chego lá. Tenho o talento para ser rápido em uma moto especialmente porque, vamos dizer, sou uma esponja. Eu trabalho muito e caso as coisas não funcionem, trabalho o dobro”, falou em entrevista ao portal ‘Autosport’.
Jorge Lorenzo (Foto: Michelin)

“Com a Yamaha, eu quase não tocava o freio traseiro, e eu soltava o dianteiro muito antes para melhorar minha velocidade nas curvas. Com a Ducati, é completamente o oposto: você ganha seu tempo nos pontos de freada, travando o pneu traseiro no último momento, se beneficiando da aceleração na saída”, continuou.
 

“Para mim foi como trocar de categorias. Eu diria que a ida da Aprilia nas 250cc para a Yamaha na MotoGP foi menos dramática do que minha chegada na Ducati. A Aprilia era menos nervosa que a Ducati, o que era perfeito para o meu estilo. A moto da Ducati era meu oposto e é por isso que foi um choque na primeira vez que tentei.”
 
“Mas insisti, e sempre chego lá. Eu vivi isso nas 125cc, depois nas 250cc e também na MotoGP. O problema é que algumas pessoas pensaram que eu seria campeão com a Ducati em meu primeiro ano. Eu tinha Márquez na frente, que piloto com a Honda por cinco anos”, completou.
 
O #99 ainda ressaltou que superestimou o quão competitivo poderia ser em cima da Ducati, apesar de frisar que o único título da equipe italiana na MotoGP, com Casey Stoner em 2007, veio de circunstâncias inusitadas. “Eu pensei que seria mais rápido desde o início e não foi assim”, disse.
 
“Mas é verdade que a Ducati ganhou apenas um título em toda sua história e foi um ano particular: tinham pneus Bridgestone e 30 cavalos a mais que todos. Stoner é um piloto top, e depois de 2008 ele seguiu vencendo corridas, mas não era a mesma coisa”, encerrou.

O Mundial de Motovelocide chega em Motegi neste final de semana para o GP do Japão. No domingo, Marc Márquez tem o primeiro 'match-point' para tentar conseguir o título da temporada 2018.
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