Kubica vê retorno ao posto de piloto reserva após 12 anos com “limitações” e aponta diferenças: “Similaridade só no nome”
Robert Kubica foi piloto reserva da Sauber em 2006, ano em que chegou à F1. 12 anos depois, ele volta ao posto com muito mais experiência, mas também muito mais limitações - e não por causa de seu braço lesionado, e sim pelas mudanças que a categoria viu nos últimos anos
Robert Kubica entrou na F1 em 2006, como um jovem de 21 anos e piloto reserva da Sauber. Sua presença no cargo durou oito meses, até agosto daquele ano, quando Jacques Villeneuve deixou a equipe e Kubica assumiu o posto de titular. Doze anos se passaram e Kubica, aos 33 anos, está de volta àquele cargo, agora na Williams.
Não era o que o polonês desejava em sua volta à F1, e ele não consegue esconder seu incômodo com a situação, ainda mais após alcançar melhores tempos do que Sergey Sirotkin, titular da equipe para a temporada, nos testes em Barcelona.
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Mas Kubica respira e tenta analisar a situação deixando de lado o que lhe deixa desconfortável. E, desta maneira, enxerga as limitações de seu posto, assim como as diferenças que vê na categoria em relação ao que encontrou há 12 anos.
"A similaridade é o nome do papel", cravou, de forma forte. "A idade é diferente, experiência é diferente, o que é um benefício. A diferença está no regulamento, o tempo no cara é muito mais limitado."

"Ao mesmo tempo podemos pensar que o apoio ao meu trabalho é limitado, mas por outro lado tenho mais experiência e posso estar mais envolvido no trabalho de engenharia, posso trabalhar mais no carro, com ideias e coisas assim", continuou, tentando ver um lado positivo em sua situação.
Curiosamente, ele falou estar "feliz" com seu cargo, ao mesmo tempo em que se surpreende com a existência desse sentimento. E se diz "interessado em viver" essa nova F1, que desconhecia até 2018.
"Carros diferentes, pneus diferentes, motores diferentes. Tudo tem impacto grande na maneira em que você pilota, em como o carro reage, em como você ajeita seu carro. Tudo é diferente. Vejo alguns rostos diferentes, outros novos, continua a maior categoria do automobilismo. A maior do planeta do ponto de vista técnico", finalizou o polonês.
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