Alonso revela que problemas da Honda vão além da falta de potência e diz que precisa de “uma reação” da McLaren

Fernando Alonso admitiu que os problemas da Honda vão muito além da falta de potência do motor. O espanhol afirmou que o MCL32 é um carro difícil de pilotar devido às unidades japonesas e reconheceu não saber que posição da McLaren ocupa frente às rivais

 

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Fernando Alonso foi claro em Xangai nesta quinta-feira (7): os problemas da Honda vão além da falta de potência. O espanhol afirmou que a conclusão veio depois da forma "recorde" como precisou economizar combustível durante o GP da Austrália, na prova que abriu a temporada 2017 da F1. 

 
A Honda forneceu contramedidas para as falhas de confiabilidade apresentadas ainda na pré-temporada, e Alonso foi capaz de andar por boa parte da corrida australiana na zona de pontos, antes de abandonar já nas voltas finais. Agora, a McLaren se prepara para um fim de semana novamente difícil na China. A expectativa está nas atualizações aerodinâmicas, como a introdução da 'asa-cabide' na parte traseira do carro.
 
"Na Austrália, tivemos um recorde com relação à economia de combustível", afirmou o bicampeão, que se disse "definitivamente pronto para uma corrida muito dura" em Xangai. "Vai ser difícil neste ano, enquanto o motor não melhorar. Não é apenas falta de potência, é confiabilidade, economia de combustível, há muitas implicações na pilotagem, não conseguimos guiar normalmente por conta do motor. É muito complicado pilotar esse carro", reconheceu.
Fernando Alonso (Foto: McLaren)

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"Você simplesmente não pode cometer erro algum, porque qualquer erro vai significar uma perda de posição devido à diferença de velocidade entre os demais carros. Você precisa fazer tudo com zero erros", completou o piloto.

 
Alonso, por fim, afirmou que precisa ver a equipe inglesa reagir e que não sabe exatamente em que posição o time ocupa na hierarquia de forças da F1. "Não tenho mais muito informações. Não tenho uma ideia clara sobre onde estamos e nem o que estamos fazendo, mas espero sempre o melhor", contou o asturiano.
 
"Necessito de uma reação da equipe. Compreendo que, no primeiro ano, havia muitas dificuldades e também entendo que, no segundo ano, crescemos juntos e trabalhamos melhor. Mas, neste terceiro ano, demos um passo atrás com relação ao motor e temos mais problemas que em 2016. Agora, é difícil de entender", concluiu.

O GP da China, o segundo do campeonato, acontece neste fim de semana, e o GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades em Xangai AO VIVO e em TEMPO REAL.

 

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