Sousa cita impacto técnico de altitude de mais de 4 mil metros nos carros: “Motor perde potência pela falta de oxigênio”

O português Carlos Sousa se manteve entre os dez primeiros do Dakar com o carro da Mitsubishi Petrobras após terminar etapa desta quarta-feira (14) na décima colocação

Os mais de 4.000 metros de altitude da décima especial do Dakar fizeram pilotos, navegadores e carros sofrerem nesta quarta-feira (14). Entre Calama, no Chile, e Cachi, na Argentina, o percurso passou pela Cordilheira dos Andes e, em um ponto do deslocamento, a altura em relação ao nível do mar era de impressionantes 4.970 metros.

“Isso foi bem sofrido”, comentou o piloto português Carlos Sousa, da equipe brasileira Mitsubishi Petrobras. “Tanto para o carro quanto para nós. O motor perde potência pela falta de oxigênio. Dentro do carro, não sentimos a altitude, mas, quando sai, sente mais. Dá dor de cabeça e uma leve tontura.”

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Mas isso não impediu a dupla de se manter no top-10 da classificação geral, graças a um décimo lugar na décima especial do Dakar.

Carlos Sousa e Paulo Fiuza estão no top-10 do Dakar (Foto: Vinícius Branca/Mitsubishi)

“Foi um dia bom. Largamos muito atrás, mas conseguimos fazer várias ultrapassagens. Hoje os pilotos não dificultaram nossa passagem. Essa é a diferença das duplas que compreendem que carro alcançado é carro ultrapassado”, afirmou.

O navegador Paulo Fiuza gostou bastante da performance. “Ao contrário de ontem, hoje foi uma etapa perfeita. Não cometemos erros e fomos ao ataque. Estamos bem concentrados e fizemos uma etapa limpa. Agora é bola pra frente”, falou.

Novamente na Argentina, o Dakar se encaminha para seus três últimos dias. Nesta quinta, a etapa será de Salta até Termas do Río Hondo com 194 km de trecho cronometrado para os carros. Eles deixarão a base às 8h30 (de Brasília) e devem alcançar o percurso da especial a partir das 12h05.

NADA DE CONSERVADORISMO 
Diretor de competições da Pirelli, Paul Hembery entende que as estratégias de pneus nesta temporada podem se mostrar muito mais agressivas do que em 2014. A fabricante italiana não está fazendo nenhuma mudança drástica em seus compostos, apenas o pneu traseiro foi aperfeiçoado, especialmente no que diz respeito à distribuição da temperatura, que será maior agora. A ideia é melhorar o desempenho em corrida e tornar a borracha mais consistente.
 
Além disso, o composto supermacio também sofreu pequenas alterações para aumentar a "escala de trabalho", na tentativa de aumentar a possibilidade de outras táticas. Por isso, Hembery crê que 2015 será uma "evolução e não mais uma revolução" no que diz respeito à performance dos compostos.

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UM ANO MAIS
Bicampeão da MotoGP e longe da categoria desde 2012, quando anunciou a precoce aposentadoria, Casey Storner renovou seu vínculo com a Honda para continuar o trabalho de desenvolvimento das motos da marca japonesa no Mundial em 2015.
 
Como piloto de testes, o australiano vai realizar ainda mais dois treinos com a fabricante nesta temporada. A primeira bateria de treinos vai acontecer em Sepang, na Malásia, entre os dias 29 e 31 de janeiro, enquanto a segunda sessão está marcada para o decorrer do campeonato, mas sem data estabelecida ainda.

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EXPECTATIVA SEMPRE ALTA
Perto de estrear na F1, Felipe Nasr admitiu que a expectativa já é bastante elevada para a primeira temporada no Mundial, especialmente por ser um piloto brasileiro. O brasiliense de 22 anos justifica a cobrança devido ao histórico vitorioso do país na principal categoria do automobilismo mundial, que teve dois tricampeões, Ayrton Senna e Nelson Piquet, além de Emerson Fittipaldi, que obteve dois títulos no início dos anos 70. Nasr também citou o sucesso do ex-colega da Williams, Felipe Massa, que chegou a disputa a taça com Lewis Hamilton em 2008.
 
Depois de terminar a GP2 em terceiro no ano passado e atuar como reserva na equipe de Grove, Nasr assinou contrato com a Sauber e já reconhece que o fato de apenas estar na F1 não significa sucesso garantido.

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