Chefe-adjunto diz que crise financeira não vai interferir na participação da Lotus nas etapas fora da Europa
Federico Gastaldi, chefe-adjunto da Lotus na F1, afirmou com todas as letras que a participação da equipe nas sete provas finais da temporada 2015, todas fora da Europa, está segura. Não tem crise financeira impedindo Romain Grosjean e Pastor Maldonado de ir às pistas
A crise financeira que a Lotus enfrenta em 2015 não vai afetar a participação da equipe nas sete corridas restantes na temporada e que acontecem fora da Europa – mesmo o GP da Rússia, em Sochi, parte asiática do país. Segundo Federico Gastaldi, chefe-adjunto da Lotus, as coisas estão correndo normalmente.
A dúvida é compreensível. Afinal, a Lotus já sofreu pedido de liquidação de credores – notoriamente a fornecedora de peças da caixa de câmbio Xtrac – e depois teve os carros presos em Spa por conta de um processo judicial com o ex-piloto reserva Charles Pic. As dívidas são conhecidas. Mas Gastaldi garante que não vai atrapalhar o curso nas pistas.
"Tudo tem saído como planejado. Como todos os times, estamos ansiosos. Parte da carga já foi mandada para Cingapura, hotéis e passagens aéreas estão reservadas. O que posso dizer? Em duas semanas vai ser o mesmo, no Japão. Aqui estamos, e se as pessoas continuarem especulando sobre nossa condição financeira, não há nada que podemos fazer. As pessoas ouvem o que ouvem. Não trazem nada de bom, os rumores e as fofocas", falou em entrevista ao site norte-americano 'Motorsport.com'.

Federico Gastaldi e Pastor Maldonado (Foto: Lotus/Facebook)
Mais uma vez, não negou que a Lotus está, sim, atrás do negócio com a Renault – há uma grande expectativa sobre a marca francesa adquirir a Lotus e voltar a operar com uma equipe própria. Porém, segundo Gastaldi, é algo que não depende da Lotus.
"Não tem sido fácil. Estamos trabalhando nisso e vamos continuar nos esforçando. É uma decisão da Renault. Estamos fazendo nosso melhor para tentar fazer acontecer, mas é com eles, não conosco. Não podemos fingir que estamos comparando nós mesmos ou competindo com os orçamentos de Mercedes, Ferrari ou Red Bull, mas escuta, não estamos longe de sermos competitivos", seguiu.
Gastaldi falou, também, sobre a decepção do GP da Itália. A Lotus dava impressão de estar em boas condições após um bom começo, mas tanto Romain Grosjean quanto Pastor Maldonado abandonaram na primeira volta da prova. Nada parecido com duas semanas antes, quando Grosjean foi ao pódio na Bélgica.
"Eu estava certo de que poderíamos estar nos pontos com os dois carros. Tínhamos um bom carro, os dois pilotos faziam um bom trabalho, a classificação foi boa. Não esperávamos estar fora na primeira ou segunda volta, mas aqui estamos. Foram apenas situações de corrida onde os dois carros saíram da pista na primeira volta. Não há nada que possamos fazer", encerrou.
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