Collet valoriza resultados como novato, mas vê 2021 na F3 “um pouquinho abaixo”
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, Caio Collet reconheceu que o primeiro ano na F3 não foi brilhante, mas vê alguns pontos positivos, entre eles, o fato de ter sido o segundo melhor novato na temporada 2021
Caio Collet é uma das grandes apostas do Brasil para uma vaga na F1 no futuro e, para isso, tem a F3 como primeira barreira importante. Destaque no kart e também na F-Renault, o jovem de 19 anos sofreu um pouco na adaptação à nova categoria, mas fez pódios, disputou vitórias e fechou no top-10 geral, além da segunda posição entre os novatos.
Em entrevista exclusiva ao GRANDE PRÊMIO, o paulista entende que os resultados ficaram levemente abaixo do projetado, mas mais por circunstâncias do que, simplesmente, por falta de performance.
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“Foi uma temporada de aprendizado. Em termos de resultados, acho que deixou um pouquinho a desejar, não foi uma das minhas melhores temporadas. Perdemos algumas chances, não entregamos alguns resultados que deveríamos, mas, mesmo assim, estava tudo lá: tinha velocidade, um bom pacote o ano todo, só faltou mesmo encaixar tudo no mesmo fim de semana”, disse.

Collet explicou que vê a temporada 2021 da F3 como também forma de preparação para 2022. Ainda sem definir o time pelo qual guiará, já sabe ao menos que seguirá na academia da Alpine. E aí vai em busca dos resultados que ele entende que faltaram.
“Acho que fica tudo como grande aprendizado para 2022. Mesmo assim, fizemos alguns pódios, sempre muito rápidos, fui o segundo melhor estreante, tem bastante coisa positiva para levar. Em termos de resultado, não foi das melhores, ficou um pouquinho abaixo das nossas expectativas. Para 2022, é trabalhar e ver o que podemos fazer para voltar mais fortes”, seguiu.
Outro ponto bastante positivo para Caio foi como a MP evoluiu. O time holandês vinha em sexto e, em 2021, fechou em quarto, com quase o dobro da pontuação anterior. Fruto do coletivo.
“Foi um conjunto que fez a equipe evoluir. Eu e meu companheiro de equipe [Victor Martins] fizemos um ótimo trabalho. Nós temos uma relação muito boa, acho que isso ajudou bastante no ambiente do time, a trabalhar duro para vencer. Eles viram que os dois sempre seriam competitivos, ficamos perto de vitórias e pódios em quase todas as etapas. Isso motivou ainda mais a equipe, fortaleceu o lado humano da equipe, até no trabalho de detalhes, de observar mais os dados, cuidar bem dos carros. A atmosfera do time ajudou a gente a conquistar bons resultados para o ano todo”, completou.
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