GUIA 2022: Dixon corre atrás de hepta para provar que ainda vive auge

Scott Dixon teve 2021 abaixo da média, e entra em nova temporada da Indy para mostrar que ainda está no auge e é quem manda dentro da Ganassi

GUIA INDY 2022: FAVORITOS, NOVATOS E EXPECTATIVAS

Scott Dixon é um dos maiores pilotos da Indy, e isso não está em discussão. Mas como 2022 virou um ano tão importante para a carreira do neozelandês? Perto de completar 42 anos de idade, o dono do #9 da Ganassi mira o sétimo título para igualar A.J. Foyt, mas mais do que isso: tem uma temporada difícil pela frente para provar que ainda está em seus melhores dias como piloto na categoria.

É certo que Dixon nunca conquistou títulos em anos consecutivos na Indy, mas a queda de desempenho na segunda metade do ano do hexa, em 2020, e o 2021 abaixo no geral levantou interrogações se Scott ainda pertence ao grupo dos pilotos que vai brigar pela Astor Cup.

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Dois anos atrás, teve um início absurdo, com três vitórias seguidas para começar a temporada, abrindo mais de 100 pontos de vantagem e praticamente administrando toda a vantagem ao longo do campeonato, mesmo sofrendo um pequeno susto com a ascensão absurda de Newgarden na reta final.

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Scott Dixon ainda vive o auge? (Foto: Indycar)

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Em 2021, porém, a situação foi diferente. A única vitória veio no Texas, e o único outro brilho foi quando anotou a pole da Indy 500, prova em que cruzou a linha de chegada apenas em 17º após azar estratégico. Mesmo fechando a temporada com vários pódios e no quarto lugar, a impressão é que Scott não brilhou e não foi um fator importante em nenhuma das corridas em que esteve em posições altas.

E o desempenho ainda foi totalmente ofuscado por um companheiro de equipe para lá de especial: Álex Palou, que, logo no primeiro ano de Ganassi, tratou de manter o título na escuderia com um desempenho assustador e como não víamos há anos. Scott finalmente ganhou uma competição interna, como não tinha desde os tempos de Dario Franchitti.

Ter 40 anos ou mais nunca foi um empecilho na Indy. Helio Castroneves, por exemplo, é o atual vencedor das 500 Milhas de Indianápolis, com 46. Nomes como Al Unser Sr, Mario Andretti e Michael Andretti competiram em alto nível quando quarentões, e como Dixon pertence a esse grupo, é difícil não imaginar que o piloto passe o ano em branco e sem vencer. No entanto, a dúvida que fica é: ainda há gás para disputar o título?

Duvidar de Dixon nunca parece uma ideia bastante inteligente, mas a última temporada deu um pequeno gosto de que o melhor do hexacampeão já passou. De qualquer forma, uma nova jornada se inicia em St. Pete, palco onde curiosamente nunca triunfou, e pode ser mais um começo em uma carreira histórica.

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