Russell sugere suspensão ativa como solução para problema de quique dos carros da F1
Assim como o membro da Mercedes, uma série de pilotos tem se manifestado sobre o galope que as mudanças aerodinâmicas para 2022 trouxeram aos carros
George Russell falou sobre o novo velho problema que deu as caras nos testes de pré-temporada da Fórmula 1, em Barcelona, na última semana. Conhecido como “purpoising”, termo da língua inglesa, o quique dos novos carros da categoria – principalmente nas retas – se mostrou uma preocupação após as primeiras atividades em 2022.
Esse ‘galope’ – similar ao movimento de um golfinho nadando – voltou à tona devido às mudanças aerodinâmicas propostas pelo novo regulamento da F1, tendo em vista a temporada de 2022, e está ligado ao efeito solo. O fenômeno já aconteceu na categoria, na década de 1980, e ocorre porque os novos carros estão entrando em estado estol.
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O estado de estol é gerado quando uma maior quantidade de ar é canalizada na área superior do carro em comparação com a inferior, o que faz o eixo dianteiro subir e descer diversas vezes, semelhantes aos quiques dos golfinhos em alto mar.
O piloto da Mercedes, então, propôs uma possível solução – banida da Fórmula 1 desde 1994, vale lembrar – para tentar conter o problema: a suspensão ativa.
“Penso que precisamos encontrar uma solução. Acho que, se tivéssemos a suspensão ativa, poderíamos resolver o problema com um estalar de dedos e os carros ficariam, naturalmente, muito mais velozes”, contou Russell.
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“Se você pensar pelo aspecto da segurança, então é potencialmente um avanço. Sei que há mais limitações, não sou engenheiro. Mas, com certeza, não teríamos esse problema nas retas”, completou.
Fora do esporte desde 1994, a suspensão ativa de fato traz mais velocidade para os carros, mas foi banida da Fórmula 1 devido a um movimento antiajuda aos pilotos, que estava dominando a categoria na percepção da FIA (Federação Internacional de Automobilismo).

“Tenho certeza que todos os times são capazes disso (suspensão ativa), então é uma possibilidade para o futuro. Mas vamos ver no Bahrein. Sei que as equipes virão com algumas ideias inteligentes com relação a essa questão (quiques no carro)”, finalizou Russell.
Com ou sem os galopes do carro, a Fórmula 1 se prepara para seus últimos três dias de pré-temporada, entre 10 e 12 de março, no Bahrein. Uma semana depois, no dia 20, terá início a primeira corrida da temporada — novamente no Circuito de Sakhir, no deserto bareinita.
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