Verstappen destaca efeito das novas regras, mas critica “pneus que se desmancham”
Atual campeão mundial de Fórmula 1, Max Verstappen admitiu que novo regulamento técnico tem feito diferença nas corridas, mas pediu atenção com os novos pneus aro 18 da Pirelli e o peso dos carros
Após duas corridas disputadas na temporada 2022 da Fórmula 1, as primeiras opiniões acerca do novo regulamento técnico da categoria vão se formando. Com a intenção de diminuir a turbulência gerada pelos carros e permitir que os competidores se aproximassem com mais facilidade, a F1 decidiu alterar completamente a aerodinâmica dos monopostos e introduziu até mesmo novos pneus, agora com aro 18. E o atual campeão mundial, Max Verstappen, deu seu primeiro parecer sobre o assunto.
Após garantir a primeira vitória da temporada no GP da Arábia Saudita, Verstappen opinou que, até agora, o regulamento parece estar funcionando — os carros visivelmente conseguem se manter mais próximos uns dos outros. No entanto, o neerlandês apontou dois outros problemas que ainda afetam a perseguição e criam um acentuado desgaste: os novos pneus da Pirelli e o peso dos monopostos.
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“Acho que os carros são melhores de seguir, só depende do pneus”, explicou. “O pneu duro era capaz de seguir de perto, os outros compostos — e isso depende da pista — apenas se desmanchavam. Então, assim que você consegue perseguir por algumas voltas, eles se abrem. Provavelmente são os pneus, mas o peso dos carros também te empurra além do limite dos compostos”, avaliou.
Verstappen cobrou que o assunto seja observado, pois na opinião do atual campeão, não faz sentido o regulamento aproximar os carros e outros elementos dificultarem essa mesma aproximação. No GP do Bahrein, alguns pilotos sofreram com as voltas de saída dos boxes após trocarem seus compostos e a situação se repetiu em Jedá.

“Isso é algo que precisamos observar para o futuro”, opinou. “Porque sim, melhoramos a perseguição aos carros e acho que a corrida em si, mas se os pneus não te permitem, por qualquer razão, ou se é o peso do carro, é algo a se lamentar. Porque no primeiro stint, acho que poderíamos ter corrido um pouco mais se os pneus não tivessem acabado. Em certo ponto, todos estavam sofrendo com a mesma coisa. Precisamos entender isso melhor”, encerrou.
Com Charles Leclerc na liderança do campeonato, a Fórmula 1 retorna apenas no final de semana entre os dias 8 e 10 de abril para o GP da Austrália, em Melbourne, que retornará ao calendário após dois anos de ausência devido à pandemia de Covid-19.
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