Fórmula E se esquiva do caos e dá exemplo de grande corrida em Roma
Em corrida de muitas ultrapassagens e briga pela liderança ao longo de toda a disputa, Mitch Evans saiu de nono para vencer no eP de Roma e mostrar que Fórmula E não precisa de caos na pista para dar emoção ao público
A grande vitória de Mitch Evans na corrida 1 do eP de Roma, neste sábado (9), não se caracterizou pelo caos constantemente vivido na Fórmula E — onde os circuitos, sempre de rua, são extremamente apertados e propensos a batidas. Em uma pista na qual os pilotos precisam se aproximar o máximo possível do muro para tangenciarem de forma efetiva as curvas, a quarta etapa teve um show de ultrapassagens e pilotos extraindo tudo de seus carros.
Uma das características mais marcantes da Fórmula E tem sido o gerenciamento de energia por parte dos pilotos, que não conseguem usar a totalidade da potência de seus carros sem chegarem nas últimas voltas da corrida precisando economizar bateria. Pois a corrida 1 deste final de semana mostrou um cenário completamente diferente.
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A briga pela liderança começou já na largada, quando Robin Frijns foi para cima de Stoffel Vandoorne, o pole, mas viu a porta ser fechada pelo piloto da Mercedes. O neerlandês se manteve na briga por quase toda a corrida e chegou a ocupar a liderança por boa parte dela, mas não foi páreo para a escalada de Evans na parte final.
Nyck De Vries, apesar do abandono, também chegou a brigar com os líderes pelo primeiro posto, assim como o português António Félix da Costa. Mesmo após Evans tomar a liderança — a qual não perdeu mais —, a briga foi incessante pelo segundo lugar. Frijns, por exemplo, ocupava o quarto posto a essa altura. Ainda assim, conseguiu ultrapassar os competidores à frente para terminar em segundo.
Sem a necessidade de poupar bateria, os competidores foram para cima uns dos outros com o objetivo de terminar na melhor posição possível, em um cenário que poderia desencadear o caos com uma pista tão estreita. Mesmo assim, os únicos grandes incidentes aconteceram ainda na primeira volta: Maximilian Günther foi com tudo no muro e abandonou, e Oliver Rowland foi espremido por Edoardo Mortara e rodou, causando um engarrafamento — o suíço foi punido em 5s pelo incidente.
Além das brigas eletrizantes pelas primeiras posições, a briga no meio do pelotão também ficou bastante acirrada devido à quantidade de ultrapassagens, que aconteceram em profusão neste sábado. A própria vitória de Evans é um símbolo do que foi a corrida, ao sair da nona posição no grid de largada para escalar o pelotão rumo à vitória.
Em uma categoria de circuitos apertados e que constantemente flerta com o caos, a Fórmula E mostrou que é possível promover corridas extremamente animadas nas mesmas condições — em traçados que favoreçam as disputas na pista. Sem a necessidade de economizar bateria, os pilotos deram tudo de si até o final e o resultado acabou sendo um grande espetáculo para o público, além de uma vitória memorável para o neozelandês.
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