Mercedes classifica Masi como “risco” para F1: “Ainda não pensa que fez algo errado”
Chefe das Flechas de Prata fez novas críticas ao australiano e acusou Michael Masi de desrespeitar pilotos. Toto Wolff também falou sobre atuação da nova direção de prova da Fórmula 1
O GP de Abu Dhabi de 2021 ainda repercute na Fórmula 1. Mesmo após Michael Masi ter sido removido do cargo de diretor de provas e a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) ter concluído seu relatório investigativo sobre as decisões tomadas na última corrida da temporada passada – que resultou em título para Max Verstappen -, o assunto permanece em pauta na Mercedes, principal afetada. O chefe da equipe alemã, Toto Wolff, revelou que conversou com Masi recentemente e chamou o australiano de “risco para o esporte”.
“É interessante porque almocei com ele na última quarta-feira, antes da corrida (na Austrália), e disse para ele que ‘realmente quero te dizer, sem apadrinhar, que você precisa aceitar as críticas e crescer a partir delas. Hamilton corre todos os dias, mas você é um cara que sempre parece saber mais do que os outros'”, revelou Wolff sobre Masi, que está em negociação com a FIA para ser realocado em nova função dentro da entidade. “Não foi sobre influenciá-lo, e sim, sobre dar meu mais honesto feedback de que ele não deveria bloquear opiniões de fora como sempre erradas”, disse o austríaco.
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“Você ouve de pilotos e de como os encontros com eles eram conduzidos por Masi, e alguns dos caras dizem que chegava a ser desrespeitosa a maneira como ele os tratava. Ele estava simplesmente imune à qualquer comentário e, até hoje, ainda não refletiu propriamente de que fez algo errado. Ele era um risco para o esporte, porque todo mundo continuava a falar sobre Abu Dhabi e a direção de prova. O diretor de prova não deve ser alguém que as pessoas comentam sobre, mas sim alguém que cumpre seu trabalho e se assegura de que a corrida ocorra de acordo com o regulamento”, analisou Wolff.
Para a temporada de 2022, a Fórmula 1 conta com Eduardo Freitas e Niels Wittich se alternando no cargo de diretor de provas, com assistência de Herbie Blash – ex-braço direito de Charlie Whiting – e do Remote Operations Centre (ROC), ou Centro de Operações Remotas, em tradução para o português, ferramenta de checagem semelhante ao VAR (Video Assistant Referee) utilizado no futebol.
No GP da Austrália, Wittich emitiu um memorando reforçando a existência de uma regra do Código Esportivo Internacional, que prevê a proibição do uso de joias para pilotos nas corridas. Lewis Hamilton, por exemplo, se negou a cumprir a ordem. Sobre o episódio, Toto Wolff se mostrou contrariado, mas fez ressalvas.
“A maneira com a qual ele tem comandado as primeiras corridas tem sido respeitosa, sólida e, até agora, sem erros. Mas será que isso (banimento a joias) é uma batalha que ele precisa ter a essa altura do campeonato? Contudo, se isso se revelar como o maior passo infeliz dele como diretor de prova, eu aceitaria mil vezes”, afirmou.
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Após a vitória de Leclerc em Melbourne, a Fórmula 1 retorna às ações em duas semanas, entre os dias 22 e 24 de abril, para o GP da Emília-Romanha, em Ímola. Será a primeira corrida do calendário de 2022 em território europeu.
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