Mir cogita cirurgia para tratar síndrome compartimental: “Perdi minhas forças”
Problema já afetou Fabio Quartararo, que precisou passar por duas cirurgias no braço para tratar a síndrome. Joan Mir contou que, durante o GP da Malásia, não conseguia pressionar o freio pela falta de força
Após o GP da Malásia, Joan Mir se viu diante de um problema que, vez ou outra, surge na vida de um piloto da MotoGP: a síndrome compartimental — ‘arm pump‘ como é chamado popularmente em inglês. O piloto da Suzuki escapou da pista de Sepang a três voltas do fim e explicou que não tinha forças no braço direito para frear adequadamente.
Mir acabou caindo para o 19º posto e mostrou surpresa com o aparecimento da síndrome, um problema totalmente novo para ele. “Parece que tive um arm pump“, disse o #36 logo após a corrida malaia. “Você pode sofrer com isso nessa pista, pois é bastante exigente, mas não desse jeito.”
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“Não consegui entender a pressão que estava sendo feita e perdi toda a força do braço direito. Foi o que aconteceu. É uma pena, a equipe fez um ótimo trabalho, e a moto estava forte. Não senti nenhuma queda de rendimento do pneu traseiro, houve um pouco, mas não foi tão grande. Por um lado, estou feliz pelo potencial que mostramos no início da corrida, mas isso [a síndrome] é o tipo de coisa que não se pode controlar”, acrescentou o piloto.
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A síndrome compartimental do esforço crônico é uma condição muscular e nervosa que pode causar dor, inchaço e, em alguns casos, incapacidade nos músculos afetados das pernas ou dos braços. Qualquer pessoa pode desenvolver essa condição, porém é mais comum em atletas que desempenham atividades que envolvem impacto repetitivo — como é o caso dos pilotos da MotoGP.
Fabio Quartararo, aliás, conhece esse problema bem de perto, pois precisou passar por duas cirurgias em três anos para amenizar a síndrome. E Mir também já admitiu que considera a operação ao final da temporada.
“O que me deixa triste é que não notei o início do problema, pois normalmente reclamo das costas, ou do pescoço, mas nunca do braço. Quero ir ao médico para evitar que aconteça de novo. Não pode ser motivo para terminar um fim de semana assim”, continuou Mir.
“Acho que [a cirurgia] pode ser uma boa opção. Honestamente, se juntarmos tudo e imaginarmos por que tive esse problema, mudamos o nível da frente no fim de semana por sugestão minha. Depois tive alguns problemas estomacais, então talvez um pouco de tudo tenha causado esse grande problema”, avaliou o piloto da Suzuki, que admitiu ter considerado deixar a prova antes da bandeirada.
“As últimas dez voltas foram desafiadoras. Não conseguia tocar no freio dianteiro e pressioná-lo. Houve um momento em que quase parei, já que não faz muito sentido correr assim. Mas quis terminar”, concluiu Mir.
A MotoGP volta às pistas daqui a duas semanas, em 6 de novembro, para a disputa da etapa de Valência, que encerra a temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade.
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