MotoGP tem decisão de campeonato na corrida final pela primeira vez em cinco anos
Em 2017, a situação era semelhante à vista esse ano: dois pilotos separados por mais de 20 pontos, com um tendo a obrigação de vencer. Só que, agora, é a Ducati que está com a mão na taça
Pela primeira vez em cinco anos, Valência será novamente palco de uma decisão da MotoGP, algo que não acontecia desde 2017, quando Marc Márquez e Andrea Dovizioso foram os postulantes ao título. Na ocasião, tal como agora, com Francesco Bagnaia e Fabio Quartararo, o duelo foi travado ao longo de toda a temporada entre uma moto japonesa (Honda) e uma italiana (Ducati).
Hoje, tal como há cinco anos, a Ducati se vê novamente na disputa, mas a situação é o inverso: se em 2017, Dovizioso chegou à última corrida 21 pontos atrás do então tricampeão da classe rainha, agora são os italianos que estão com a taça na mão: 23 pontos separam Pecco, o líder, da Yamaha #20.
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A situação de Quartararo é quase uma missão impossível, tal como foi a de Dovizoso contra Marc Márquez. Em 2017, o #4 começou na frente graças ao segundo lugar na corrida de abertura, no Catar, enquanto o #93 terminou em quarto. Na rodada seguinte, ambos abandonaram, e depois foi a vez de Márquez assumir a liderança com a vitória no GP das Américas, abrindo oito pontos para Andrea, que terminou em sexto.
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O #93 manteve a ponta por mais duas corridas, mas Dovizioso vinha na cola, tirando pontos pouco a pouco. Até que o italiano da Ducati cruzou a linha de chegada em primeiro diante da sua torcida, enquanto o rival foi apenas o sexto. Na tabela, a liderança voltava para a fábrica de Borgo Panigale: 79 a 68 a favor de Dovizioso.
Andrea venceu novamente na Catalunha e manteve a liderança até o GP da Holanda, mas a vitória de Márquez em Sachsenring, etapa subsequente, recolocou o #93 no caminho do tetra.
Só que não seria tão fácil, e Dovizioso continuou determinado a tirar a Ducati de uma fila que, na ocasião, durava dez anos, desde o histórico título de Casey Stoner em 2007. No GP de San Marino, o 13º do calendário, a vitória de Márquez e o terceiro lugar de Andrea deixaram os dois rigorosamente empatados com 199 pontos.
Foi aí que a estrela de Márquez brilhou, e ele reassumiu definitivamente a ponta com a vitória em Aragão, uma de suas pistas preferidas por ser anti-horária. Andrea ainda manteve a Ducati viva na disputa com a vitória na penúltima corrida, na Malásia, mas teria de descontar uma diferença e tanto: 21 pontos, ou seja, teria de vencer e torcer para Márquez ser, no máximo, 12º, o que deixaria os dois com os mesmos pontos, mas o #4 com uma vitória a mais.

Andrea largou com a obrigação de vencer, mas passou parte da corrida seguindo Jorge Lorenzo, então companheiro de Ducati, que insistentemente ignorava as ordens da equipe para deixar o piloto de Forli passar. Na volta 25 das 30 previstas, o espanhol caiu, mas, pouco depois, foi seguido por Andrea, que abandonou e viu Marc se sagrar campeão com um terceiro lugar, atrás de Dani Pedrosa e Johann Zarco. O tetracampeonato do #93 estava, enfim, sacramentado.
A Ducati terá a chance de reescrever a história neste fim de semana, e Bagnaia só depende de si próprio para tal. Mas Quartararo é o campeão vigente, e fará tudo o que estiver ao seu alcance para manter a taça em Iwata por mais um ano.
A MotoGP volta às pistas no dia 6 de novembro, para a disputa da etapa de Valência, que encerra a temporada. O GRANDE PRÊMIO acompanha todas as atividades do Mundial de Motovelocidade.
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