5 coisas que aprendemos com primeiro dia da pré-temporada da F1 2023 no Bahrein

A pré-temporada da F1 no Bahrein começou com a Red Bull muito forte e favorita, Ferrari e Mercedes mostrando que podem brigar e a Alpine bem abaixo do esperado

A F1 2023 começou nesta quinta-feira (23) com os testes coletivos da pré-temporada. Max Verstappen colocou a Red Bull na liderança do primeiro dia no Bahrein, virando 1min32s837 e somando impressionantes mais de 155 voltas, mostrando que os austríacos começam o ano com velocidade e confiabilidade.

Fernando Alonso deixou a Aston Martin em segundo, apenas 0s029 atrás de Verstappen. No entanto, a equipe teve alguns problemas, como a falha relâmpago que fez Felipe Drugovich parar na pista ainda na sessão da manhã. O brasileiro, aliás, foi 14º colocado na classificação geral do dia.

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A dupla da Ferrari teve performances bem parecidas. Carlos Sainz ficou em terceiro com 0s416 de desvantagem para Max e apenas 0s014 mais veloz que o companheiro, Charles Leclerc. O espanhol deu 72 voltas, enquanto o monegasco também passou das 60.

Max Verstappen começou voando no Bahrein (Foto: Mark Thompson/Getty Images)

A Mercedes teve um início um pouco mais tímido, mas nada tão preocupante, com Lewis Hamilton em sexto e George Russell em nono, ambos com boa quilometragem. Quem fechou o top-5 foi Lando Norris, depois de uma manhã complicada para Oscar Piastri.

Diante deste cenário, o GRANDE PRÊMIO aponta cinco coisas que já aprendemos na pré-temporada da F1 2023:

Red Bull larga de onde parou em 2022 e é favorita

Líder na tabela de tempos e na quilometragem, a Red Bull já não tinha nada a provar para ninguém depois do 2022 dominante, mas mostra que larga de onde parou em 2023. É um péssimo sinal para as rivais, que tomaram um baile no ano passado.

Impressiona mais que os austríacos não pareceram fazer muito esforço pela liderança, tampouco pela quilometragem altíssima. E Verstappen ainda cravou: tem, sim, pequenas evoluções em relação ao RB18, que já era excelente. Parece que a punição de tetos de gastos não fez tanto efeito, hein? Pelo menos não por enquanto.

Carlos Sainz e Charles Leclerc tiveram boas performances com a Ferrari (Foto: Giuseppe CACACE/AFP)

Ferrari firme, ainda que não pareça brilhante

Tudo bem que a Ferrari teve momentos mais brilhantes na pré-temporada e no próprio campeonato de 2022, mas não é um começo ruim no Bahrein, longe disso. Com Sainz e Leclerc no top-4 e com boa quilometragem, os italianos ainda dão sinais de serem a segunda força.

É evidente, porém, que a Ferrari terá de mostrar mais nos próximos dois dias de testes coletivos. É que o time já tinha boas performances em 2022, mas, depois de ter largado a temporada passada tão mais cedo para desenvolver o novo carro, precisa bater mais de frente com a Red Bull.

A Mercedes, cheia de fibra de carbono, um pouco abaixo

A Mercedes mostrou na pista de Sakhir que boa parte do preto de sua pintura é simplesmente fibra de carbono, naquele esquema que todo mundo está usando para perder peso. Em termos de performance, nada que preocupe absurdamente, claro, mas também não é um primeiro dia para dizer que os ex-prateados voltaram.

Com a dupla no top-10, a Mercedes teve menos performance que as rivais e também pareceu com um carro um pouco mais arisco, difícil de controlar, principalmente na reta final da sessão da tarde. Vale aguardar os desdobramentos…

Lewis Hamilton não teve um dia tão fácil no Bahrein (Foto: AFP)

Aston Martin rápida, mas será que é confiável?

Alonso colocou a Aston Martin em segundo, pertinho de Verstappen, mas não foi um dia propriamente limpo para a equipe verde. É que o próprio espanhol teve o assoalho quebrado numa bobagem do time nos boxes, além de Drugovich também ter sofrido uma falha relâmpago que o fez parar na pista.

Então, assim, carro parece rápido mesmo, é a cara do RB18, aliás, os rumores estavam certos, mas será que a confiabilidade foi sacrificada para tal? A conferir.

A Alpine perdeu terreno e tem poucos dias para não sumir no pelotão

A pior equipe do primeiro dia da F1 no Bahrein foi a Alpine. Sim, ainda está cedo, os franceses podem muito bem ter andado com tanque cheio, pneus mais lentos e tudo mais, mas é um sinalzinho de alerta ali. Se a briga em 2022 foi tão apertada com a McLaren pelo G4, em 2023 ela tende a incluir mais gente. Hora de reagir, pois.

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