KTM espera ajuda de Pol Espargaró no desenvolvimento da RC16: “Ouro para nós”
Diretor da KTM, Francesco Guidotti destacou que Brad Binder, ainda que seja o ponta de lança da equipe, precisa melhorar a capacidade de desenvolvimento. Além disso, Jack Miller chega da Ducati e precisa conhecer a moto. Por isso, o catalão ganha especial importância, uma vez que retorna à RC16 após dois anos com a Honda
A KTM não faz segredo de que espera contar com a ajuda de Pol Espargaró no desenvolvimento da RC16, já que o #44 vai correr com a GasGas Tech3. Na visão de Francesco Guidotti, diretor da equipe austríaca na MotoGP, o irmão de Aleix “é ouro” para a casa de Mattighofen, uma vez que já tem experiência com o protótipo austríaco.
O caçula dos Espargaró foi o segundo piloto contratado pela KTM para o projeto da MotoGP e passou quatro anos com a equipe oficial. Ele deixou a marca laranja no fim de 2020, depois de ter dado a eles o primeiro pódio na classe rainha, para defender a Honda ao lado de Marc Márquez, mas o projeto deu errado e ele acabou voltando para casa.

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Agora, o campeão de 2014 da Moto2 é visto como uma peça fundamental no desenvolvimento da RC16, já que dos quatro pilotos que vão guiá-la em 2023, um é estreante na MotoGP — Augusto Fernández — e outro chega de uma experiência de cinco anos na Ducati — Jack Miller.
Assim, a missão seria dividida entre Pol e Brad Binder, mas embora a KTM aposte as fichas no sul-africano, Guidotti reconhece que o trabalho de desenvolvimento não é um dos talentos do irmão de Darryn.
Falando ao site italiano Moto.it, Guidotti revelou as impressões de Miller sobre a RC16 e assumiu que o australiano esperava mais.
“Jack disse que a nossa moto é mais manejável, mas que peca um pouco na instabilidade”, disse Guidoti. “Durante cinco anos, ele guiou uma Ducati, que agora é uma moto realmente boa. Ele gostou da ergonomia da KTM, não encontrou nenhum problema em particular. Está claro que ele esperava que ela fosse mais rápida, mas temos de fazer algumas avaliações”, indicou.
Sincero, Francesco reconheceu as deficiências no trabalho de Brad, ainda que tenha deixado clara a confiança que a equipe tem nele.
“Brad é um animal de corridas: nos testes, ele custa a se concentrar, se perde um pouco. É um profissional que coloca a alma no trabalho, mas que tem de melhorar em termos de desenvolvimento”, apontou. “Sem dúvida, ele é rápido e nosso ponta de lança, o único com experiência na KTM”, sublinhou.
No caso de Pol, Guidotti sublinhou a motivação de um piloto que se mostrava bastante abatido com a Honda e pontuou as diferentes observações feitas pelo catalão e por Miller.
“Pol está muito motivado: foi uma agradável surpresa, ele é um personagem. Tenho certeza que ele poderá nos dar uma mão com o desenvolvimento”, falou Guidotti. “Quando Pol voltou a subir na nossa moto, em Valência, ele disse: ‘Finalmente, encontrei a conexão entre o acelerador e a roda traseira’. Miller, por outro lado, quando voltou aos boxes também depois das primeiras voltas em Valência, disse: ‘A conexão do acelerador não é boa…’”, relatou.
“Pol está sempre disponível, sempre vai rápido. É ouro para nós”, completou.
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