Dupla diz que Alpine “não pode se dar por satisfeita” e cobra atualizações para carro
A Alpine se solidificou como a quinta força do grid, mas pilotos acreditam que ela tem potencial para brigar entre as principais desde que sejam feitas melhorias
Os pilotos da Alpine, Esteban Ocon e Pierre Gasly, definiram a corrida do último domingo (19), no GP da Arábia Saudita, em Jedá, como “solitária”. A escuderia francesa se estabeleceu como a quinta força do grid, com margem relevante para as piores e para as melhores, mas isso ainda é pouco para a dupla que guia a A523.
Em entrevista ao site Autosport, ambos cobraram atualizações e melhorias para o carro, a fim de que possam brigar com Aston Martin, Ferrari e Mercedes. A inspiração veio justamente das concorrentes, já que algumas evoluíram em relação ao GP do Bahrein e também em relação ao ano passado.
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“Não, não podemos estar satisfeitos com onde estamos no momento. Há algumas equipes que melhoraram muito em relação às outras. Isso mostra que é possível, precisamos continuar lutando, precisamos continuar pesquisando, continuar pensando, e esse é o clima dentro do time também. Não podemos estar satisfeitos com onde terminamos”, disse Ocon.
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O piloto do carro #31 também afirmou que se sentiu desconfortável com o pacote da Alpine e que precisou fazer alguns ajustes para a classificação e para a corrida. “Não foi uma boa sensação desde o início. No TL3, o carro realmente não parecia como eu gostaria, a traseira estava muito solta. Portanto, foi preciso um trabalho forte da minha equipe para conseguir melhorar. Tivemos que lutar para conseguir um carro do jeito que queríamos e ter confiança no carro”, contou.
“Maximizamos a classificação, maximizamos a corrida também. Não conseguimos segurar os carros na frente, realmente. Pensamos que em algum momento seria possível segurar os carros da Ferrari, mas eles eram muito rápidos e se afastaram no meio do segundo stint”, continuou.
“Um fim de semana forte como um todo, mas precisamos de um pouco mais para conseguir alcançar os carros da frente. É onde estávamos. Portanto, esperamos ter compreendido bastante, para podermos voltar fortes para o próximo”, finalizou.
Gasly compartilhou da mesma opinião que Ocon, inclusive revelando que esperava mais da Alpine em Jedá, embora tenha ficado contente com a sua performance ao longo do fim de semana. “Eu estaria mentindo se dissesse que não [que esperava mais]. Pessoalmente, pensei que teríamos um pouco mais de ritmo para entrar na luta na parte da frente. E, infelizmente, terminamos onde estamos no momento, oitavo e nono. É exatamente onde estamos. Precisamos analisar o que podemos fazer melhor”, explicou.

“No geral, acho que é apenas a segunda corrida, então é sobre construir, aprender e juntar as coisas o mais rápido possível. Nós meio que temos nossas ideias sobre onde precisamos melhorar. Ainda é cedo para tirar uma conclusão muito forte sobre o que e por qual motivo. Mas, geralmente, sabemos o que melhorar”, completou.
A força da Alpine tem refletido diretamente no Mundial de Construtores. A escuderia francesa é a quinta colocada com oito pontos, atrás de Red Bull, Mercedes, Aston Martin e Ferrari – nesta ordem.
A Fórmula 1 continua a temporada com o GP da Austrália, no circuito de rua de Melbourne, entre os dias 31 de março e 2 de abril.
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