Roubos, assaltos e furtos muito além dos pilotos: quando F1 foi alvo de bandidos

Na segunda parte do especial sobre roubos no esporte a motor, o GRANDE PRÊMIO destaca quando equipes e seguranças foram vítimas

🚨F1 URGENTE! LECLERC ATRÁS DOS LADRÕES: BOM MOTORISTA, MAU SUPER-HERÓI

Se Charles Leclerc teve o nome grudado na lista de pilotos da Fórmula 1 que foram roubados, de maneira mais ou menos planejada ou invasiva, o número de ocorrências deste naipe é ainda maior quando somados personagens ligados ao mundial, mas fora das pistas. Além dos pilotos diretamente, outras personagens do universo da F1 também perderam.

Após a primeira parte do especial tratar de pilotos da F1, é sobre o universo que os engloba que o GRANDE PRÊMIO fala na segunda parte do especial de três capítulos sobre roubos, assaltos e furtos no esporte a motor.

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O prontuário médico de Michael Schumacher foi roubado em 2014 (Foto: Ferrari)

PRONTUÁRIO DO SCHUMACHER – junho de 2014

Alguns meses depois do grave acidente que Michael Schumacher sofreu enquanto esquiava nos Alpes Franceses, em dezembro de 2013, um escândalo emergiu na imprensa mundial. Uma pessoa entrou em contato com órgãos de imprensa europeus oferecendo a venda do prontuário médico do heptacampeão mundial e escancarando a situação médica ainda desconhecida à época. Rapidamente, a investigação concluiu que se tratava de uma ação rebelde de um ex-funcionário da empresa de ambulâncias aéreas que transportara Schumacher Centro Hospitalar de Grénoble, na França, até a casa dele, na Suíça. O suspeito não conseguiu vender o prontuário médico, foi preso e morreu pouco depois, sem jamais ter o nome anunciado.

Roubo troféus Red Bull em Milton Keynes (Foto: Reprodução/Red Bull)

RED BULL – dezembro de 2014

Nos últimos dias de 2014, um grupo de seis ladrões invadiu a fábrica da Red Bull, em Milton Keynes, na Inglaterra, num carro, e foram até a parte onde os troféus da equipe estavam expostos. Ao todo, levaram consigo 64 taças — por sorte, nenhuma delas dos títulos Mundiais de Construtores, que estavam guardadas em outro lugar. Apenas dez dias após o roubo, a polícia encontrou 20 dos troféus no lago Horseshoe, a cerca de 100 km do local. A Red Bull aproveitou para oferecer o equivalente a R$ 39 mil, na cotação da época, a quem tivesse informações úteis para encontrar as peças. Segundo o chefe Christian Horner, o valor material era pequeno, mas o valor sentimental era considerável.

A Force India foi vítima na Itália, em 2015 (Foto: Force India)

FORCE INDIA – setembro de 2015

A antiga Force India, que virou Racing Point e Aston Martin após a compra por parte do consórcio liderado por Lawrence Stroll, viu um dos volantes levados para o GP da Itália de 2015, em Monza, ser tomado dentro da garagem. De uma hora para outra, a peça não estava mais lá. O valor, em torno de € 100 mil, fez a Force India entrar em contato com a polícia e prestar queixa. O roubo aconteceu no sábado à noite, após a classificação, quando o paddock estava mais esvaziado.

Mercedes também foi vítima no Brasil (Foto: Rodrigo Berton/GRANDE PRÊMIO)

MERCEDES – Novembro de 2017

O Brasil ofereceu fortes emoções para equipes da Fórmula 1 durante os dias em que a aqui estiveram para o campeonato de 2017, já em novembro daquele ano. Em meio às discussões sobre uma possível privatização de Interlagos, por parte da Prefeitura de São Paulo, o autódromo e arredores tiveram segurança desguarnecida ao longo do fim de semana. Na noite da sexta-feira de treinos livres, uma van da Mercedes foi assaltada na frente do autódromo. Por meio de suas redes sociais, Lewis Hamilton chegou a lamentar e disse que “tiros foram disparados e armas foram apontadas” para membros do time. Relógios e passaportes terminaram nas mãos dos criminosos.

As marcas da tentativa de assalto contra Sauber (Foto: Reprodução)

SAUBER – novembro de 2017

Mais dois casos foram registrados entre as noite do sábado e domingo. Uma delas envolvendo outra van com funcionários de equipe, desta vez a Sauber, para a tentativa de assalto. A abordagem se deu por homens em dois carros, que tentaram parar a van onde estavam, entre outras pessoas, a estrategista Ruth Buscombe, que relatou o ocorrido nas redes sociais. “A estratégia de nos parar não funcionou perfeitamente”, disse Buscombe nas redes sociais. Os assaltantes não conseguiram efetuar o roubo.

O GP do Brasil de 2017 foi um pesadelo de segurança (Foto: Rodrigo Berton/GRANDE PRÊMIO)

PIRELLI – novembro de 2017

Para fechar o ano terrível da segurança em Interlagos, outro grupo de assaltantes fez uma tentativa de abordagem a um grupo de funcionários da Pirelli, fornecedora de pneus da Fórmula 1, na saída da pista. Assim como no caso da Sauber, o roubo foi frustrado e acabou não se consolidando. Membros de Williams e FIA ainda passaram por situações menos dramáticas, mas também se depararam com abordagens criminosas naquele fim de semana. A F1, então, agiu e cancelou os testes de pneus que estavam marcados para acontecer durante a semana seguinte.

Sergio Pérez estava em Mônaco quando segurança foi assaltado (Foto: Red Bull Pool Content/Getty Images)

SEGURANÇA DO SERGIO PÉREZ – maio de 2021

A última história aconteceu já em tempos de pandemia, em 2021. Sergio Pérez estava em Mônaco, onde disputaria a tradicional corrida de Monte Carlo, enquanto um d e seus seguranças pessoais que o acompanhava no México, sofreu uma tentativa de assalto na cidade de Guadalajara. Os criminosos queriam levar o carro do guarda-costas de Pérez e, no processo, acabaram dando um tiro no homem, que foi levado ao hospital, mas não teve ferimentos graves. Chegou a haver um boato de que um membro da família de Pérez estaria junto no momento do roubo, mas isso logo foi desmentido. A polícia prendeu os assaltantes pouco depois, na mesma noite.

O especial de afanados do esporte a motor termina no domingo, com lembranças de figuras de outras categorias pelo mundo.

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