Red Bull vê redução das zonas de DRS como “truques manipuladores” e acusa Mercedes
Helmut Marko não teve papas na língua ao falar sobre as recentes reduções das zonas de DRS no Azerbaijão e em Miami: tudo não passa de artifícios da Mercedes para tentar acabar com a vantagem dos taurinos, que possuem um dos sistemas de redução de arrasto mais elaborados do grid
O encurtamento das zonas de DRS promovido pela FIA (Federação Internacional de Automobilismo) tanto no GP do Azerbaijão como também em Miami, no último final de semana, foi duramente criticado pelos pilotos, principalmente por ser uma medida que dificulta ainda mais as ultrapassagens. E tudo isso acontece por causa de uma única equipe: a Mercedes.
A teoria é de Helmut Marko, o polêmico consultor da Red Bull. Introduzido na Fórmula 1 em 2011 com o intuito de reduzir o arrasto aerodinâmico e, com isso, facilitar as ultrapassagens, o DRS ainda é peça fundamental para gerar algum tipo de disputa nos dias atuais na categoria, sobretudo em circuitos muito travados. Mas a redução das áreas de detecção da asa móvel estão indo contra essa proposta e causando estranheza no paddock.
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Só que há uma ligação que atinge diretamente a equipe taurina, pois o sistema de redução de arrasto do RB19 é indiscutivelmente um dos mais elaborados do grid. Para se ter uma ideia da força da Red Bull neste início de ano, mesmo com a zona do DRS menor, os carros de Max Verstappen e Sergio Pérez eram 30 km/h mais rápido com a asa ativada no Azerbaijão.
Com a diminuição do trecho em que é permitido o uso do DRS, a Red Bull teria uma desvantagem natural frente às rivais. Marko foi questionado pelo Motorsport-Magazin sobre este novo cenário e não teve papas na língua. “A ultrapassagem sempre foi difícil, principalmente quando as zonas DRS são encurtadas. E sabemos por que isso acontece…”. A publicação, então, foi direta: seria algum artifício da Mercedes e Toto Wolff para prejudicar a Red Bull e o seu DRS único?
“Exatamente”, rebateu Marko. “Temos de parar de intervir com esses truques manipuladores. É estranho que, de todas as equipes, a Mercedes esteja reclamando”, completou o austríaco, que ainda aproveitou para dar uma cutucada na gestão de Toto Wolff após a derrota de Lewis Hamilton no Mundial de Pilotos de 2021.
“Durante anos, a Mercedes teve um motor superior e esteve muito à frente da concorrência do que estamos agora. Mas então, quando você entrega um carro fracassado por dois anos seguidos, pode ser sensato se concentrar nessas coisas”, disparou.
A Fórmula 1 retorna às pistas daqui a duas semanas, entre os dias 19 e 21 de maio, com o GP da Emília-Romanha, sexta etapa da temporada 2023.
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